Dica de Livro

Que tal conhecer um pouco mais sobre OLAP?

Sugerimos este livro que pode abrir ainda mais sua mente!

Fazer BI no MS-Excel é possível ?

Por Alessandro Lemes da Silva

Como já mencionei no meu primeiro artigo  O Maravilhoso Mundo do BI”  BI é um processo composto por técnicas, tecnologias, software, métodos, informação, métricas e pessoas e baseado nesse entendimento qualquer ferramenta que proporcione capacidade mínima de análise pode ser considerada como ferramenta de Business Intelligence.

Atualmente há muitas empresas de diversos segmentos, multinacionais, gigantes e mesmo líderes em seus segmentos, que utilizam MS-Excel em mais de uma área (Finanças, Marketing e etc.) para apurar e analisar boa parte dos relatórios e índices que qualquer profissional de TI diria serem típicos de BI.

Essas análises se espalham por diversos assuntos: rentabilidade, análise de gastos, planejamento financeiro, planejamento de projetos e diversas outras análises.

Fiz uma pesquisa há 10 anos, inclusive nessa época utilizei o livro OLAP – Construindo Sistemas de Informações Multidimensionais do autor Erik Thomsen , onde encontrei um livro inteligente, porém com 80% do seu conteúdo destinado a provar que era impossível fazer BI com o MS-Excel. Isso faz 10 anos e para ser de julgamento sincero, fiz recentemente uma nova pesquisa sobre as funcionalidades adicionadas ao MS-Excel de lá para cá e confesso que a resposta não pode ser taxativa da forma como era fornecida nos tempos remotos.

Recursos como Power Pivot, PivoTables, PivoCharts e CUBE Functions foram adicionados ao logo do tempo tornando a capacidade analítica do MS-Excel ainda mais interessante.

Mas de forma objetiva podemos fazer a seguinte pergunta: As empresas ou departamentos que se propõe á utilizar o MS-Excel como ferramenta de analise, estão fazendo BI ? E caso estejam, porque investir em projetos multibilionários para usar ferramentas mais tipicamente conhecidas como de BI, como por exemplo: COGNOS, Microstrategy, SAP Busines Objects e SAS Enterprise BI, dentre outras ?

Aprofundando em minhas pesquisas, identificando a amadurecimento da suíte Office e principalmente do MS-Excel posso garantir que a resposta é SIM, é possível fazer BI, analisar informações e mobilizar pessoas dentro de um contexto de processo para obter respostas de perguntas feitas ao negocio por meio do uso do MS-Excel.

O grande ponto está na segunda pergunta onde a missão é saber o motivo que as empresas de mercado indicam ferramentas especializadas e ditas de BI para projetos grandiosos com alto custos ou invés do uso simples do MS-Excel ? A respostas também é simples e o argumento para os projetos tradicionais de BI serem o mais indicado ainda nas corporações se da por razões fortes e de suma importância ao ambiente de negócio que vivemos atualmente.

Os projetos de BI visam principalmente transformar dado em informação e à partir daí oferecer um entorno tecnológico que possibilite o análise dessas informações para obtenção de previsibilidade e oportunidades de negócios. Dessa forma, a resposta aqui ê clássica: de forma resumida e simplificada, se a necessidade pedir uma solução parruda, escalável, com baixa tolerância a falha, estável e com alto desempenho, MS-Office não é a ferramenta ideal. As ferramentas próprias de BI no mercado fornecem tudo isso: escalabilidade, falha próxima a zero, estabilidade e alto desempenho. A grande lição que eu tiro disso tudo é que:

  1. é possível fazer BI sem ferramentas adequadas
  2. é possível não fazer BI com ferramentas adequadas (quando utilizamos as ferramentas de BI apenas para relatórios simples e listagens)

Até a próxima postagem !

Análise de Crédito e SAS

Por Alessandro Lemes da Silva

Atualmente tenho a oportunidade de trabalhar em uma das maiores financeiras de país e por ser uma empresa de grande porte, com uma vasta carteira de clientes, diversos produtos à oferecer, os riscos inerentes a esse tipo de negócio devem ser apurado, mitigados e mantidos sob controle.

Nesse tipo de segmento de negócio, o diferencial se dá quando se obtém velocidade no processo de análise de crédito, sendo que essa velocidade viabiliza a alavancagem de diversas frentes importantes que aumentam a rentabilidade e a segurança das transações.

Processamento em tempo real

O risco de crédito é definido como o risco de incorrer perdas em empréstimos e recebíveis (existentes ou potenciais, devido a compromissos dados) resultantes de uma mudança na qualidade do crédito dos devedores, o que pode resultar em inadimplência.

O Processamento em tempo real é um mecanismo importante e que deve ser compreendido sob a ótica operacional, uma vez que o principal objetivo é agilizar o mecanismo de concessão, revisão e manutenção de crédito de clientes, de maneira segura e eficaz.

Fazendo uso desse mecanismo é possível reunir informações relevantes sobre o tomador de crédito e partir por decisões assertivas com base no resultado obtido através de uma aplicação preditiva.

A ferramenta SAS oferece diversas formas de desenvolver e utilizar esse mecanismo, desde de soluções que podem ser desenvolvidas ao longo do processo ou através de uma solução integrada chamada SAS Real-Time Decision Maker.

Os recursos associados ao processo em tempo real prevê não somente velocidade na resposta, mas na aplicação de modelos matemáticos que remetem à capacidade prevenção, considerando toda a classificação de riscos conforme o quadro abaixo:

 

 

Risco

Método de identificação

Inadimplência

– Relatórios diários detalhados por produto, cliente e quantidade de dias em atraso;
– Modelos estatísticos de escore de crédito que determinam a probabilidade de um cliente ser inadimplente em um determinado período de tempo;
– Relatórios mensais com as faixas de rolamento por produto.

Concentração

– Relatórios mensais com os principais clientes classificados por volume de exposição total de crédito, divididos por setor.

Fraude

– Relatórios semanais detalhados por cliente, produto e valor de fraude;
– Modelos estatísticos de escore de fraude que definem a probabilidade de uma transação ser fraude em um determinado período de tempo;
– Procedimentos internos (sistêmicos e manuais) que visam mitigar o risco das operações.

Contraparte

– Relatórios mensais detalhados por parceiro comercial com a descrição de indicadores de desempenho de risco;
– Relatórios de risco de crédito fornecidos diariamente por entidades externas de controles de risco (agências de rating e bureau de crédito);
– Modelos financeiros e de crédito que determinam a probabilidade de uma empresa ter dificuldades de crédito em um determinado período de tempo.

Ineficiência dos Mitigadores

– Relatórios diários detalhados de recuperação de crédito por produto, valor, cliente, quantidade de dias em atraso e eficiência no processo de cobrança.

 

Um grande diferencial no uso do processamento em tempo real é reunir informações diversas, gerais do mercado e de outros serviços viabilizando grandes silos de dados para efetuar diversos estudos descritivos e preditivos visando melhorar a assertividade de modelos e a maturidades das políticas de crédito.

Nós profissionais de tecnologia, devemos cultivar a capacidade de intepretação da necessidade do negócio com o qual estamos envolvidos e atuar em soluções flexíveis que visem velocidade para que nossos usuários tenham o tempo direcionado a análise e busca de oportunidades de novos negócios.