março 14 2018 0comment

Curso Tableau: Quando incluí-lo no seu currículo?

Vivemos em uma era onde a manipulação e análise de dados se tornou essencial.

Para os profissionais que trabalham ou desejam trabalhar com dados, o curso Tableau da Infomev é ideal para ajudar os usuários a compreenderem e a usar as técnicas e conceitos relevantes no Tableau, além de permitir a criação de visualizações complexas integradas à painéis interativos.

Dividido em 2 modalidades, Tableau Módulo I – Básico e Tableau Módulo II – Avançado, a Infomev oferece este treinamento com duração de 16 horas cada módulo, para os profissionais que desejam aprofundar seu conhecimento na ferramenta analítica e deixar o seu currículo ainda mais atrativo.

 

Tableau Mód.I (Básico) – 16 horas de duração

Pré Requisito: Não Possui

Detalhes: http://www.infomev.com.br/tableau-mod-i-basico/

 

Tableau Mód.II (Avançado) – 16 horas de duração

Pré Requisito: Não possui

Detalhes: http://www.infomev.com.br/tableau-mod-ii-avancado/

 

Para saber mais, fale com a Infomev: contato@infomev.com.br

Para conhecer o software Tableau:

https://youtu.be/Z5aujRuWtJo

fevereiro 27 2018 0comment

Informação rara ou comum, qual a mais importante?

Por Alessandro Lemes da Silva

No mundo de análise de dados, encontrar um padrão que seja muito frequente é ótimo. Por exemplo, um supermercado descobrir que a maioria das pessoas compram feijão às Terças-feiras (hipotético). Ou uma área de engenharia mecânica de uma empresa de bens de capital, descobrir que 90% das causas de quebra em máquinas é devido ao mau uso delas. Isto permitirá a estas organizações melhorarem suas estratégias de marketing, investimentos, produção, logística, estoque, vendas, compras, etc.

Por outro lado, imagine se o referido supermercado descobrisse que há pessoas a comprar feijão aos Domingos e o número dessas pessoas representasse uma grande minoria, talvez duas ou três pessoas. O que isto tem de interessante? E se um engenheiro da tal empresa de bens de capital descobrisse que 1% das quebras são devido a uma única peça?

Primeiro, o valor da descoberta pode estar associado ao retorno do investimento (ROI), o quanto a informação pode trazer financeiramente para a empresa. Por exemplo, o pequeno universo de 1% de máquinas que quebram, pode ser evitado ao se descobrir a peça defeituosa e muito dinheiro para a empresa pode ser poupado.

Segundo, algumas raridades de padrões podem suscitar hipóteses para novas teorias. No caso do supermercado, talvez seja interessante fazer campanhas para as pessoas comprarem o feijão aos Domingos. Pode ser um novo padrão, ainda adormecido (que precisa ser despertado). As fábricas de cerveja já descobriram que muitas mulheres bebem cerveja, apesar de serem a minoria. Mas as propagandas ainda são voltadas majoritariamente ao público masculino. Pode ser esta uma nova oportunidade de promoção. São os chamados “nichos de mercado”, a estratégia do Oceano Azul. Steve Jobs não perguntou se as pessoas queriam um iPad. Ele fez e foi o maior sucesso.

Terceiro, mas não esgotando as possibilidades, o que é raro pode fazer uma enorme diferença no mundo competitivo. Saber o que ninguém mais sabe, pode ser uma vantagem econômica (veja os investidores nas Bolsas de Valores). Há uma lenda de um inglês que ficou sabendo, durante a guerra entre Inglaterra e França, que a Inglaterra iria vencer. Então ele voltou às pressas para seu país e começou a vender tudo o que tinha. As pessoas, sabendo que ele voltava do campo de batalha, também começaram a vender tudo, achando que a Inglaterra tinha perdido. Aí ele então passou a comprar tudo por baixíssimos preços, informação traz privilégio e oportunidade.

Agir de forma diferente pode chamar atenção (produtos personalizados, novos estilos de moda). O novo gênio do xadrez, o norueguês Magnus Carlsen (o “Mozart do Xadrez”) não usa técnicas usuais. Todos grandes jogadores conhecem todas as estratégias. Então ele faz algo inesperado, fora dos padrões, e desconcerta os adversários, que não entendem o padrão, não conseguem prever as próximas jogadas e ficam nervosos. Aconteceu assim com Gary Kasparov.

No munda das fraudes, profissionais especializados utilizam técnicas de Data Mining para prever ações e comportamento de fraudadores, um novo comportamento pode ser uma nova atitude fraudulenta e, portanto, antever através de técnicas de mineração de dados em busca de padrões comportamentais pode ser o diferencial para evitar perdas financeiras.

Por isto, processos de BI devem procurar padrões com alta frequência ou probabilidade estatística, mas os analistas de BI devem também estar atentos a momentos raros, eventos pouco frequentes.

 

O valor da Informação

Na história da humanidade, o valor de uma mercadoria é diretamente proporcional à raridade dela. É assim com ouro, diamante, carros, obras de arte e livros antigos. Um produto muito comum no mercado perde valor e seu preço diminui, em outras palavras, isso é a chamada lei da oferta e procura.

A Teoria da Informação diz que a quantidade de informação de um evento é calculada pela sua probabilidade. Quanto menos provável o evento, maior a quantidade de informação associada ou que ele carrega. Por exemplo, alguém dizer que meteoritos rondam nosso planeta tem menos informação que alguém dizer que um meteorito vai se chocar com a Terra dentro de 1 ano.

 

Valor pela Demanda

Mas pela Lei da oferta e da procura, se também poucos querem ou precisam da mercadoria, o valor é menor. Então o valor também é diretamente proporcional à sua demanda ou necessidade. Se há maior demanda, o preço sobe.

Por isto, redes sociais, aplicativos como Waze e aparelhos tipo fax só têm valor se muitas pessoas aceitarem e usarem. O Youtube só foi vendido por 1,6 bilhão de dólares porque tinha muitos fiéis. O Google tinha o Google Vídeos com tecnologia melhor, mas bem menos usuários.

Esse fenômeno se viu com o Orkut, que ao se popularizar, provou da migração em massa para a então novidade do momento chamado Facebook.

Chris Anderson identificou o fenômeno da Cauda Longa na Era da Internet. Há muitas empresas oferecendo produtos que vendem pouco. A Amazon tem todo tipo de livro e aceita vender e entregar mesmo os que são pouco procurados. O custo da entrega é muito baixo, efeitos da globalização, combinada ao ótimo processo de logística apoiado por software de workflow e simulação de rotas, e parceiros de transporte.

Se você for numa revistaria agora, verá que há muitas revistas especializadas, para públicos muito pequenos. Não sei como as editoras ganham dinheiro imprimindo tais revistas. É possível que você encontre uma revista de náutica só sobre lanchas. Há também canais em TVs por assinatura que são muito específicos (exemplo: canal de dança).

Uma possível explicação pode estar na necessidade de diferenciação, de ter algo raro, como já comentei antes.

 

Esgotamento e Imunidade

Uma explicação possível é o esgotamento ou imunidade. Malcolm Gladwell, no livro “O ponto da virada”, diz que as pessoas perdem interesse em algumas tecnologias quando há muitos usuários. E aí tendem a trocar por algo mais novo ou inovador.

Exemplo disso pode ser o facto de poucas pessoas atenderem ao telefone fixo hoje em suas residências ou mesmo preferirem não o ter em casa, porque as empresas de telemarketing estão a esgotar a paciência de todos.

A participação das massas, da maior parcela da população, faz grupos restritos como as elites desertarem. Deixa de ser moda, não é mais atraente e perde o valor. Gladwell fala da Regra dos 150 de Dunbar. Quando a rede ou grupo chega a este número de membros ou elementos, fica difícil coordenar ou participar ou entender as relações, e os relacionamentos enfraquecem, o interesse diminui (Granovetter, 1973).

Final

Algumas pessoas querem ser pioneiras. Outras só aceitam algo se outros já aceitaram. Outros só aceitam depois que muitos já aceitaram. E outros esperam a grande maioria. Carl Rogers propôs um modelo que explica a adoção de inovações. O modelo divide as pessoas em: inovadores, primeiros adeptos, a maioria, e os retardatários. Onde você se encaixa?

 

BIBLIOGRAFIA:

GLADWELL, Malcolm. O ponto da virada – como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença (original: the tipping point). Rio de Janeiro: Sextante, 2013.

GRANOVETTER, Mark S. The strength of weak ties. American Journal of Sociology, v.78, n.6, Maio de 1973, p.1360-1380.

ROGERS, E. M. Diffusion of innovations. 5.ed. New York: Free Press, 2003.

fevereiro 20 2018 0comment

{Crônica} – Construa pontes e não barreiras

Que tal parar um pouco e refletir sobre os seus atos?

“Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram certa vez em conflito. O que começara com um pequeno mal-entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. Era um carpinteiro com uma caixa de ferramentas procurando por trabalho.

– Tenho trabalho para você – disse o fazendeiro. – Está vendo aquela fazenda além do riacho? É do meu irmão. Quero que construa uma cerca bem alta para que eu não precise mais vê-lo.

– Entendo a situação – disse o carpinteiro. – Farei um trabalho que o deixará satisfeito.

O fazendeiro foi até a cidade e deixou o carpinteiro trabalhando. Quando o fazendeiro retornou, seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia cerca nenhuma! Em seu lugar havia uma ponte ligando um lado ao outro do riacho. Ao erguer os olhos para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo de braços abertos. Correram um na direção do outro e abraçaram-se  no meio da ponte. Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas para partir.

– Não, espere! – disse o mais velho. – Fique conosco mais alguns dias. Tenho muitos outros projetos para você.

E  o carpinteiro respondeu:

– Adoraria ficar, mas tenho muitas outras pontes para construir.

Dessa história extraímos duas lições:

A primeira é que podemos ser gerentes que constroem barreiras ou pontes. Particularmente, prefiro construir pontes, pois elas significam união e a conciliação. As barreiras simbolizam a resistência e o impedimento de meu próprio desenvolvimento.

A segunda lição é que, mesmo sendo contratados para construir barreiras, podemos ter uma atitude com a do carpinteiro e construir pontes em vez de fortalezas.

As pessoas, no fundo do coração, querem isso de nós.”

  • Crônica retirada do livro “O que podemos aprender com os gansos” – 12ª Edição – Editora Original.
janeiro 04 2018 2comments

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