maio 18 2018 0comment

Curso on line gratuito de Big Data

Fundação Instituto de Administração (FIA) apresenta dois novos cursos disponíveis no Coursera, plataforma de educação on-line. Os cursos com foco em Big Data e Marcas & Crise fazem parte do programa desenvolvido para ajudar pessoas no aprimoramento e renovação de conhecimento para conquistarem novas oportunidades de emprego. As aulas são oferecidos em português e são gratuitas.

O treinamento é destinado a todos os profissionais que queiram conhecer o conceito.

Para saber mais detalhes, vale a pena acessar a página da FIA: https://www.coursera.org/fia

Fonte: Computerworld

 

maio 04 2018 0comment

Do conhecimento a sabedoria – A interação humana aos dados

Por Alessandro Lemes da Silva

Nos atuais dias, tenho acompanhado iniciativas computacionais que visam enriquecer o ambiente corporativo com uma infinidade de informações, tratadas à medida e disponíveis a todo o segmento do conhecimento interno nas corporações.

Grandes repositórios de dados têm sido criados, nomes e termos semânticos específicos para qualificá-los, ambientes complexos e com tecnologia complexa têm surgido como meios de atender a demanda e a velocidade do negócio.

Projetos de longa duração e com custos significativos são instituídos para capturar, enriquecer e distribuir informação que por sua vez é armazenada em volumes de dados antes ainda não vistos.

Diversos vendors têm invadido o mercado com ferramentas diversas e propostas diversas, além de formas diversas para implementar e interagir com essas informações com o objectivo de ser visualmente impactante, usualmente simples e que ofereça velocidade na análise de volumes consideráveis destas informações.

As novas técnicas de administração dessas ferramentas, arquitetura de dados e governança têm obrigado as empresas a criar novos departamentos, totalmente voltados ao fortalecimento das competências centralizadas de gestão e distribuição destas informações, por meio de federação, data lakes, níveis de maturidade e diversas outras técnicas de organização.

Passamos décadas acumulando dados e outras tantas transformando-os em informação e agora chegamos na altura de extrairmos os resultados esperados que nos traga velocidade na tomada de decisão, time to marketing e outros nomes que encontramos no mercado.

 

Chegamos na onda do Big Data, da inteligência artificial e deixamos de lado os aspectos críticos relacionados com a recolha, processamento, enriquecimento e tratamento destes dados no âmbito da análise. É importante que quem pratica a ciência dos dados o faça compreendendo estes aspectos críticos e tenha a consciência da primazia humana sobre os tais dados no sentido de acrescentar-lhes elementos baseados na experiência do contexto onde as análises são feitas, particularidades criadas à partir das histórias que os dados contam e a sensibilidade em interpretar resultados frios gerados à partir do modelos estatísticos, tendo à mão o conhecimento estrito do negócio, seu segmento e o contexto em que este está inserido.

Relaciono a baixo pontos que podem melhor ilustrar esse pensamento:

  1. Cuidados dedicados aos dados

Cada fragmento de dados está ligado direta ou indiretamente aos seres humanos. Pode ser a data de nascimento de alguém, data de mudança do seu estado civil, endereço, rendimentos e detalhes da vida financeira, etc. As organizações têm a responsabilidade de cuidar destes dados mais do que nunca, por uma questão regulatória ou por razões comerciais, afinal informação é dinheiro e informações que lhe podem criar nova oportunidades de negócio são ativos de alto valor. Os que negligenciam a proteção aos dados podem hoje pagar alto preço e comprometer a sobrevivência da organização. Exemplo disto está na recente fuga de dados da Equifax, esta falha de segurança trouxe-nos lições importantes e reforçou o cuidado como atitude que visa o compliance e fortalece o compêndio de segurança das corporações como sinal de maturidade no uso das informações.

 

  1. Compreender o contexto dos dados

Nenhuma solução analítica ou de inteligência de negócios, BI clássico, dinâmicas preditivas, Inteligência artificial ou qualquer outra técnica conhecida irá disponibilizar resultados mágicos de que está à procura. É preciso compreender o contexto ao qual os dados estão a ser empregados. Negligenciar características populacionais ou geográficas pode comprometer uma campanha de marketing por falhar na abordagem correta.

Um modelo preditivo pode perder toda a sua eficácia se aquilo que em princípio parece ser um mero detalhe, no montante do universo dos dados se tornar uma característica comportamental ou superar os limites da estatística descritiva. Outro exemplo é o modo como os números de vendas de uma empresa precisam de ser analisados. Tipicamente as mudanças nos números das vendas devem ser analisadas a partir de contexto econômico, político e social, para se conseguir obter informações úteis.

 

  1. Os dados nos permitem contar histórias

Um dos recursos analíticos é a possibilidade de se montar um cenário que nos traz ao longo do tempo o contexto histórico através dos dados, especialmente dentro do âmbito do Big Data, a densidade de informações e sua abrangência, permite visualizar todo o contexto histórico acerca de um assunto de negócio. Existe uma enorme lacuna de recursos humanos, nomeadamente em termos de capacidades de interpretação das informações analíticas e na explicação das mesmas numa linguagem simples e de fácil compreensão. O storytelling de dados já não é um trabalho imaginário. É uma capacidade essencial que todas as pessoas que trabalham com dados deveriam ter!

 

Afinal, qual a importância da interacção humana com os dados?

Muitos projetos de Big Data falham, em parte, porque as organizações falham em adicionar um toque humano ao contexto dos Dados. Ao melhorar a qualidade das informações analíticas podemos reduzir a taxa de insucesso dos projetos de big data. Através do storytelling de dados podemos garantir que os conhecimentos analíticos têm um maior e mais profundo impacto sobre as pessoas e organizações. Além disso, ao tomar medidas de proteção dos dados as organizações eliminam o elevado risco causado pelas quebras de segurança dos dados.

Em suma, podemos afirmar que os dados trazem conhecimento as organizações, entretanto a interação humana aos dados resultam em sabedoria.

 


Alessandro Lemes da Silva é colunista do Blog da Infomev e discute sobre o universo do Business Intelligence (BI).

fevereiro 27 2018 0comment

Informação rara ou comum, qual a mais importante?

Por Alessandro Lemes da Silva

No mundo de análise de dados, encontrar um padrão que seja muito frequente é ótimo. Por exemplo, um supermercado descobrir que a maioria das pessoas compram feijão às Terças-feiras (hipotético). Ou uma área de engenharia mecânica de uma empresa de bens de capital, descobrir que 90% das causas de quebra em máquinas é devido ao mau uso delas. Isto permitirá a estas organizações melhorarem suas estratégias de marketing, investimentos, produção, logística, estoque, vendas, compras, etc.

Por outro lado, imagine se o referido supermercado descobrisse que há pessoas a comprar feijão aos Domingos e o número dessas pessoas representasse uma grande minoria, talvez duas ou três pessoas. O que isto tem de interessante? E se um engenheiro da tal empresa de bens de capital descobrisse que 1% das quebras são devido a uma única peça?

Primeiro, o valor da descoberta pode estar associado ao retorno do investimento (ROI), o quanto a informação pode trazer financeiramente para a empresa. Por exemplo, o pequeno universo de 1% de máquinas que quebram, pode ser evitado ao se descobrir a peça defeituosa e muito dinheiro para a empresa pode ser poupado.

Segundo, algumas raridades de padrões podem suscitar hipóteses para novas teorias. No caso do supermercado, talvez seja interessante fazer campanhas para as pessoas comprarem o feijão aos Domingos. Pode ser um novo padrão, ainda adormecido (que precisa ser despertado). As fábricas de cerveja já descobriram que muitas mulheres bebem cerveja, apesar de serem a minoria. Mas as propagandas ainda são voltadas majoritariamente ao público masculino. Pode ser esta uma nova oportunidade de promoção. São os chamados “nichos de mercado”, a estratégia do Oceano Azul. Steve Jobs não perguntou se as pessoas queriam um iPad. Ele fez e foi o maior sucesso.

Terceiro, mas não esgotando as possibilidades, o que é raro pode fazer uma enorme diferença no mundo competitivo. Saber o que ninguém mais sabe, pode ser uma vantagem econômica (veja os investidores nas Bolsas de Valores). Há uma lenda de um inglês que ficou sabendo, durante a guerra entre Inglaterra e França, que a Inglaterra iria vencer. Então ele voltou às pressas para seu país e começou a vender tudo o que tinha. As pessoas, sabendo que ele voltava do campo de batalha, também começaram a vender tudo, achando que a Inglaterra tinha perdido. Aí ele então passou a comprar tudo por baixíssimos preços, informação traz privilégio e oportunidade.

Agir de forma diferente pode chamar atenção (produtos personalizados, novos estilos de moda). O novo gênio do xadrez, o norueguês Magnus Carlsen (o “Mozart do Xadrez”) não usa técnicas usuais. Todos grandes jogadores conhecem todas as estratégias. Então ele faz algo inesperado, fora dos padrões, e desconcerta os adversários, que não entendem o padrão, não conseguem prever as próximas jogadas e ficam nervosos. Aconteceu assim com Gary Kasparov.

No munda das fraudes, profissionais especializados utilizam técnicas de Data Mining para prever ações e comportamento de fraudadores, um novo comportamento pode ser uma nova atitude fraudulenta e, portanto, antever através de técnicas de mineração de dados em busca de padrões comportamentais pode ser o diferencial para evitar perdas financeiras.

Por isto, processos de BI devem procurar padrões com alta frequência ou probabilidade estatística, mas os analistas de BI devem também estar atentos a momentos raros, eventos pouco frequentes.

 

O valor da Informação

Na história da humanidade, o valor de uma mercadoria é diretamente proporcional à raridade dela. É assim com ouro, diamante, carros, obras de arte e livros antigos. Um produto muito comum no mercado perde valor e seu preço diminui, em outras palavras, isso é a chamada lei da oferta e procura.

A Teoria da Informação diz que a quantidade de informação de um evento é calculada pela sua probabilidade. Quanto menos provável o evento, maior a quantidade de informação associada ou que ele carrega. Por exemplo, alguém dizer que meteoritos rondam nosso planeta tem menos informação que alguém dizer que um meteorito vai se chocar com a Terra dentro de 1 ano.

 

Valor pela Demanda

Mas pela Lei da oferta e da procura, se também poucos querem ou precisam da mercadoria, o valor é menor. Então o valor também é diretamente proporcional à sua demanda ou necessidade. Se há maior demanda, o preço sobe.

Por isto, redes sociais, aplicativos como Waze e aparelhos tipo fax só têm valor se muitas pessoas aceitarem e usarem. O Youtube só foi vendido por 1,6 bilhão de dólares porque tinha muitos fiéis. O Google tinha o Google Vídeos com tecnologia melhor, mas bem menos usuários.

Esse fenômeno se viu com o Orkut, que ao se popularizar, provou da migração em massa para a então novidade do momento chamado Facebook.

Chris Anderson identificou o fenômeno da Cauda Longa na Era da Internet. Há muitas empresas oferecendo produtos que vendem pouco. A Amazon tem todo tipo de livro e aceita vender e entregar mesmo os que são pouco procurados. O custo da entrega é muito baixo, efeitos da globalização, combinada ao ótimo processo de logística apoiado por software de workflow e simulação de rotas, e parceiros de transporte.

Se você for numa revistaria agora, verá que há muitas revistas especializadas, para públicos muito pequenos. Não sei como as editoras ganham dinheiro imprimindo tais revistas. É possível que você encontre uma revista de náutica só sobre lanchas. Há também canais em TVs por assinatura que são muito específicos (exemplo: canal de dança).

Uma possível explicação pode estar na necessidade de diferenciação, de ter algo raro, como já comentei antes.

 

Esgotamento e Imunidade

Uma explicação possível é o esgotamento ou imunidade. Malcolm Gladwell, no livro “O ponto da virada”, diz que as pessoas perdem interesse em algumas tecnologias quando há muitos usuários. E aí tendem a trocar por algo mais novo ou inovador.

Exemplo disso pode ser o facto de poucas pessoas atenderem ao telefone fixo hoje em suas residências ou mesmo preferirem não o ter em casa, porque as empresas de telemarketing estão a esgotar a paciência de todos.

A participação das massas, da maior parcela da população, faz grupos restritos como as elites desertarem. Deixa de ser moda, não é mais atraente e perde o valor. Gladwell fala da Regra dos 150 de Dunbar. Quando a rede ou grupo chega a este número de membros ou elementos, fica difícil coordenar ou participar ou entender as relações, e os relacionamentos enfraquecem, o interesse diminui (Granovetter, 1973).

Final

Algumas pessoas querem ser pioneiras. Outras só aceitam algo se outros já aceitaram. Outros só aceitam depois que muitos já aceitaram. E outros esperam a grande maioria. Carl Rogers propôs um modelo que explica a adoção de inovações. O modelo divide as pessoas em: inovadores, primeiros adeptos, a maioria, e os retardatários. Onde você se encaixa?

 

BIBLIOGRAFIA:

GLADWELL, Malcolm. O ponto da virada – como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença (original: the tipping point). Rio de Janeiro: Sextante, 2013.

GRANOVETTER, Mark S. The strength of weak ties. American Journal of Sociology, v.78, n.6, Maio de 1973, p.1360-1380.

ROGERS, E. M. Diffusion of innovations. 5.ed. New York: Free Press, 2003.

novembro 16 2017 0comment

Estudos afirmam que bancos brasileiros são os que mais valorizam estrategicamente a Inteligência Artificial

Aproximadamente 94% das instituições financeiras brasileiras valorizam as soluções de inteligência artificial, segundo pesquisa encomendada pela GFT, empresa de TI especializada em transformação digital para o setor financeiro.

Realizada com 285 profissionais de pequenos, médios e grandes bancos de varejo — com dois participantes no máximo por instituição financeira —, o estudo revela as informações e o nível de maturidade sobre transformação digital e inteligência artificial. Os entrevistados ocupam posições de diretoria e gerência, tanto em áreas de negócios quanto em TI. A pesquisa foi realizada em oito países, entre eles, o Brasil.

A Inteligência Artificial está preparada para transformar o setor bancário ao longo dos próximos anos. A pesquisa mostrou que 83% dos entrevistados enxergam a importância da IA. O Brasil, Reino Unido e o México lideram em termos deste reconhecimento.

Em comparação a outros países, o Brasil é o principal país a reconhecer a importância da IA. Cerca de 30% dos entrevistados a consideram estratégica e outros 33% a veem como de importância tática.

Os números apontam que, sem dúvida, estamos entrando em uma nova era.

Fonte: Computerworld