O Maravilhoso Mundo do BI

Por Alessandro Lemes da Silva

As empresas, seus processos e o mundo que conhecíamos há vinte anos não são mais os mesmos, isso todos sabem, inclusive que desde o cartão perfurado, fomos agraciados por diversas descobertas que revolucionaram a aplicação da tecnologia na condução e controle dos negócios.

As indústrias hoje podem usar a tecnologia para aperfeiçoar seus produtos físicos. Por exemplo, a indústria automobilística usando sensores para detectar pontos cegos ao motorista, produtos que auxiliem no trânsito, diagnósticos em tempo real e apoio em emergências.

A revolução digital também transformou a maneira como as empresas operam, com aplicativos móveis, redes sociais para contato mais próximos de seus clientes e com isso temos uma gama de oportunidades nunca vista para a promoção dos produtos e serviços. Isso tudo pode ser regido pelo chamado Business Intelligence ou simplesmente BI.

O que é BI então e qual seu objetivo?

BI é um processo composto por técnicas, tecnologias, softwares, métodos, informação,
métricas e pessoas. Seu objetivo único é encontrar causas ou explicações para eventos ou resultados. E estes resultados podem ser bons ou ruins, ou seja, o BI deve procurar causas dos problemas e as melhores práticas de sucesso. Não basta saber qual o problema mais comum, é necessário saber os motivos que causaram o problema e qual a possibilidade do problema ocorrer novamente.

Fazendo uso de sistema gerencias (BI reativo) ou ferramentas de mineração de dados (BI pró-ativo), o BI elimina o “achismo” ou “empirismo” viabilizando um mundo maravilhoso de possibilidades, oportunidades e padrões quebrando o paradigma existente até o século 19 onde o conhecimento era aplicado somente nas Ciências e não na indústria.

Agora podemos prever ou pré-dizer um evento com base no comportamento histórico do conjunto dos dados.

É aí que entra a estatística, nos permitindo separar repetições interessantes das que não são significativas e criando modelos matemáticos que reforçam os comportamentos e revelam oportunidades.

Temos hoje diversas fontes de dados, aleatórios ou estruturados, contendo até som e imagem que precisam ser analisados, classificado e enriquecidos para trazer valor e resultado direto ao negócio. E essa nova realidade nos trouxe o Big Data que amplia ainda mais a inteligência aplicada aos negócios.

Não se esqueça, não basta saber o que aconteceu, o importante é saber por que aconteceu e qual a probabilidade de ocorrer novamente.

Alessandro é formado em Administração de Empresas, Matemática e pós graduado em Gerenciamento de Projetos e tem atuado nos últimos 15 anos em diversas empresas de grande porte no Brasil e no exterior e em diferentes segmentos de negócio como varejo, financeiro e de telecomunicações. Atualmente atua na área de Business Intelligence do Banco Votorantim contribuindo com a disseminação da inteligência analítica e apoiando na promoção do uso da ferramenta SAS e agora irá apoiar e contribuir com o seu conhecimento através de artigos, notícias e discussões sobre o universo analítico.

Big Data – Quando o excesso de dados vira um problema

Uma pesquisa realizada pela KPMG Capital e que entrevistou  144 CFOs e CIOs de empresas multinacionais com receitas de US$ 1 bilhão ao ano ou mais.

O estudo constatou que 96% dos empresários reconhecem o valor do Big Data para suas companhias, mas que não conseguem implantar e gerenciar seus dados de forma eficaz.

O levantamento mostra ainda que 99% dos executivos consideram importante a análise de dados para os negócios, mas 75% desses empresários acham difícil tomar decisões relacionadas a esse assunto. Outros 85% têm dificuldades para analisar e interpretar com cuidado os dados existentes. Já para 54% deles a incapacidade de identificar quais dados devem ser coletados é a maior barreira para a implementação de uma estratégia de big data.

A pesquisa também revela que 79% dos executivos consideram análise de dados muito importante para seus planos de crescimento atuais e que 80% concordam que a velocidade é o principal benefício do uso do serviço. Além disso, 85% consideram um grande desafio a implementação da solução ideal para analisar e interpretar dados.

Já  42% dos executivos consideram como maior dilema a integração da tecnologia de dados aos sistemas existentes – embora 56% dos empresários tenham mudado suas estratégias de negócio para atender aos desafios ligados ao Big Data.

Fonte: site convergencia nacional

Big Data nas ações do Governo

Durante o IT Segurity, evento realizado pela Network Eventos, em Brasília, uma pergunta colocada pelo presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, em seu discurso sobre a adoção da análise de dados em órgãos governamentais.

Para Rodrigo, o governo atual tem a liberdade de fazer cruzamento de dados, porém, como refletir isso em algo favorável para o cidadão?

Confira o vídeo com trecho da palestra de Rodrigo Assumpção.

Fonte: convergência digital.

Os V’s do Big Data. Conheça-os!

No intuito de deixar a ideia de Big Data mais clara, alguns especialistas passaram a resumir o assunto em aspectos que conseguem descrever satisfatoriamente a base do conceito: os cincos ‘Vs’ – primeiramente volume, velocidade e variedade, e posteriormente agregados, os fatores veracidade e valor.
Volume – é a quantidade de dados realmente grandes, que crescem exponencialmente e que, não raramente, são subutilizados justamente por estarem nestas condições.

Velocidade (velocity) – a identificação dos dados (obtenção, gravação, atualização, enfim) deve ser feito em tempo hábil – muitas vezes em tempo real. Se o tamanho do banco de dados for um fator limitante para a velocidade de entrega, o negócio pode ser prejudicado: imagine, por exemplo, o transtorno que uma operadora de cartão de crédito teria – e causaria – se demorasse horas para aprovar um transação de um cliente pelo fato de o seu sistema de segurança não conseguir analisar rapidamente todos os dados que podem indicar uma fraude.

Variedade (variety) é outro aspecto importante. Os volume de dados que temos hoje são consequência também da diversidade de informações. Temos dados em formato estruturados, isto é, armazenados nos bancos de dados, e dados não estruturados oriundos de inúmeras fontes, como documentos, imagens, áudios, vídeos e assim por diante. É necessário saber tratar a variedade como parte de um todo – um tipo de dado pode ser inútil se não for associado a outros.

Veracidade (veracity) – não adianta muita coisa lidar com a combinação “volume + velocidade + variedade” se houver dados não confiáveis. É necessário que haja processos que garantam o máximo possível a consistência dos dados. Voltando ao exemplo da operadora de cartão de crédito, imagine o problema que a empresa teria se o seu sistema bloqueasse uma transação genuína por analisar dados não condizentes com a realidade.

Valor (value) – são os resultados e benefícios significativos que justificam a afirmação que informação é poder, é patrimônio. A combinação “volume + velocidade + variedade + veracidade”, que caracteriza a solução Big Data deve apresentar valor para seu investimento.

É claro que estes cinco aspectos não precisam ser tomados como a definição perfeita. Há quem acredite, por exemplo, que a combinação “volume + velocidade + variedade” seja suficiente para transmitir uma noção aceitável do Big Data. Sob esta óptica, os aspectos da veracidade e do valor seriam desnecessários, porque já estão implícitos no negócio – qualquer entidade séria sabe que precisa de dados consistentes; nenhuma entidade toma decisões e investe se não houver expectativa de retorno.

Resumindo: Big data é um conceito, no qual o foco é o grande armazenamento de dados e maior velocidade, baseado em 5V’s – volume, velocidade, variedade, veracidade e valor

Fonte: administradores.com.br