dezembro 20 2017 0comment

Feliz Ano Novo!

2017 está quase no fim e, com ele, renasce a esperança e motivação para tirar os projetos do papel e transformá-los em realidade.

Desejamos a todos um 2018 repleto de sucesso!!!

 

dezembro 13 2017 0comment

CARREIRA: Profissões de tecnologia que serão essenciais

Ao longo dos anos, novas profissões aparecem enquanto outras passam a declinar gradativamente. Isto acontece por diversos motivos: evolução da tecnologia, mudança de comportamento da sociedade, crises econômicas, entre outros. Alguns estudos apontam que, até 2025, um em cada três postos de trabalho será substituído por tecnologia inteligente.

Para ajudar nesta reflexão, listamos algumas profissões que estão surgindo em função de evoluções tecnológicas e que tem um grande potencial para o futuro:

 Analistas de machine learning:  Analistas de machine learning precisam ter experiência com desenvolvimento, banco de dados e capacidade de encontrar padrões em grandes massas de dados.

. Especialista em automação residencial: Se, no passado, a automação dos processos era algo exclusivo de empresas, o futuro promete as mesmas necessidades nas casas. Muitas pessoas, embora usem computadores e internet diariamente, não são digitalmente “capacitadas”, precisando do auxílio de profissionais específicos para este fim.

. Especialista em clouding: Embora muito discutido, o clouding ainda é algo inovador no mercado de TI e, por isso, carece de profissionais especializados na solução e que possam orientar as empresas de forma adequada sobre as vantagens, desvantagens e requisitos para sua implantação.

. Desenvolvedores full-stack: Antigamente, os desenvolvedores eram categorizados em back-end e front-end, ou seja: o desenvolvedor back-end trabalha na parte “interna” dos sistemas, programando os códigos-fonte e precisa ter conhecimentos de novas ferramentas de desenvolvimento e principalmente banco de dados. O futuro promete valorizar profissionais que trabalhem nas duas frentes, chamados de full-stack, numa atuação mais generalista e menos especialista.

Cientista de dados:A internet trouxe a era dos dados e as empresas e governos precisam lidar com o processamento de um volume gigantesco de informações. Neste novo contexto, surgiu a figura do Cientista de Dados, que tem o objetivo de permitir que todo este processo aconteça.  Provavelmente, estes profissionais deverão ser bem remunerados, pois, muitas vezes, estarão lidando com dados sigilosos de clientes e empresas.

 

Fonte: Canaltech

setembro 27 2017 0comment

Vamos falar sobre a vergonha?

Por Dulcineia Alcock

Pense numa situação em que você tenha sentido vergonha, uma situação atual ou da sua infância, não importa. Você ainda fica corado? O que acontece no seu corpo? Como você se sentiu? inadequado? deslocado? Como isto ainda afeta a sua performance, a sua criatividade? Prefere não falar sobre o assunto?

A escritora Brené Brown, que fez uma pesquisa intensiva sobre vulnerabilidade, descreve a vergonha como sendo o medo de romper um vínculo.

Eu ainda consigo me lembrar de uma negociação com um novo cliente, que vinha me tratando muito bem, até o momento em que ele perguntou: “você fala inglês, certo?” e eu disse que não. Eu podia ver a decepção nos olhos dele, e ele repetiu a pergunta mais uma vez: “você não fala inglês?!”, na frente do meu chefe. Mesmo hoje, falando inglês fluentemente, posso me lembrar do que senti aquele dia – meu rosto queimava. Havíamos nos desconectado e eu não merecia mais a sua admiração.

Nós agimos com o objetivo de suprir nossas necessidades de amor e aceitação, mesmo que não nos demos conta disto num nível consciente. Quando sentimos vergonha, o que está por trás é que acreditamos que não somos mais merecedores de amor e aceitação. Passamos a acreditar que não somos suficientes – bons o suficiente, magros o suficiente, competentes o suficiente.

A vergonha acontece no cérebro límbico, responsável pelas nossas emoções. Para você ter uma ideia da importância de falarmos sobre ela, estudos mostram que a rejeição social estimula as mesmas áreas do cérebro que são ativadas quando sentimos a dor física – ser rejeitado, dói. Sentir vergonha, dói.

Brown faz um paralelo entre a vergonha e a culpa: na culpa, achamos que fizemos algo errado. Na vergonha, achamos que somos errados.

Quais seriam, então, algumas maneiras de lidar com a vergonha e atenuar os seus efeitos?

Bom, o primeiro passo é exatamente o que estamos fazendo aqui – falar sobre ela e entender seus mecanismos. A cada vez que tentamos suprimir um sentimento, o fortalecemos. O que é suprimido fica inconsciente, cresce e é muito mais difícil lidar.

A escritora Julia Cameron, autora do livro “O Caminho do Artista” expressa a importância de compartilhar o que acontece com as pessoas certas – pessoas que oferecerão suporte e empatia.

Um outro passo é mapear a vergonha para reconhecê-la, usando as perguntas feitas no primeiro parágrafo deste texto.

No momento exato em que você sente vergonha, poderá usar um exercício de Neurociência que o ajudará a sair do cérebro límbico e voltar para o neocortex: pense em algo prático: números, planilhas, conte os dias da semana. Encontre uma palavra que poderá dizer a si mesmo quando sentir que entrou neste estado, e use-a como uma espécie de amuleto.

De novo: não suprima o sentimento – simplesmente entre em um estado em que você será capaz de investigar o assunto com certa distância, entendendo o que realmente desencadeou aquela reação. Quando agimos sob a influência do cérebro límbico, entramos em estado de alerta (lutar, fugir, congelar), e a vergonha poderá desencadear outras reações indesejadas, como a agressividade, por exemplo, daí a importância de saímos do estado emocional.

Cameron diz que os antídotos para a vergonha são o amor próprio e o autoacolhimento. Trate a si mesmo como trataria um amigo na mesma situação: com compaixão e entendimento.  Diga a si mesmo que vai ficar tudo bem, e lembre-se de tantas outras vezes em que você foi bem sucedido naquela ou em outra situação.

Lembre-se: mostrar-se vulnerável, ao invés de enfraquecê-lo o fará forte e estabelecerá conexões com as outras pessoas. A vergonha é uma emoção inerente a todos nós, você não está sozinho. Ao contrário, você poderá ajudar outras pessoas ao compartilhar as suas histórias.

Como disse Brown, “nós não somos perfeitos, mas somos suficientes”.

 


Dulcineia Alcock é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

info@highpeakcoaching.com

agosto 28 2017 0comment

É possível saber demais?

Por Dulcineia Alcock

Como você sabe que sabe alguma coisa? É possível ter 100% de certeza sobre um conhecimento?

A Epistemologia é um ramo da filosofia dedicado a essa resposta. É o estudo do conhecimento e das crenças.

Mas, como você sabe se é hora de atualizar o que você acha que sabe e faz bem o suficiente?

Antes de entrar neste assunto, é importante revisar o que Noel Burch criou como os Quatro Estágios da Competência (ou Quatro Estágios da Aprendizagem) nos 1970s. Se você já conhece essa teoria, pode ir para o próximo título abaixo.

 

A teoria

Esta teoria esclarece a forma como aprendemos. Saber isso é útil porque quando você sabe com que emoções tem que lidar durante os estágios da aprendizagem, pode lidar melhor com elas, evitando desânimo e hesitação.

Já que há tanto material na Internet sobre o assunto, vou descrever brevemente os quatro estágios.

  1. Incompetência Inconsciente

Eu não sei que não sei

Exemplo: Eu pensar que as pessoas publicam coisas na Internet apenas pra compartilhar, até aprender sobre os princípios de marketing :).

  1. Incompetência Consciente

Eu sei que não sei

Você vai para a sua primeira aula de direção e começa a ver o quanto tem que aprender.

Esta fase pode trazer uma falta de confiança, autojulgamento e frustração. Este é o ponto em que muitas pessoas tendem a desistir.

Coaches e professores têm um papel importante neste momento, já que podem motivar, ajudando a pessoa a mudar sua visão para a meta em vez do problema. Além disso, prática e repetição são necessárias.

  1. Competência Consciente

Eu sei que eu sei

Agora você aprendeu a dirigir, mas ainda está atento a cada passo que você tem que dar para manter o carro em movimento.

  1. Competência Inconsciente

Eu não sei que eu sei

Este é a fase em que você está confortável dirigindo. Você pode dirigir e falar, e nem sequer pensa no que está fazendo.

Todos estes níveis de aprendizagem envolvem confiança e habilidade: quando um falta, o outro é necessário.

Possível 5ª Etapa

  1. Competência Consciente da Competência Inconsciente

Este estágio não foi originalmente pensado por Burch, mas tem sido discutido por especialistas, e eles têm variações na forma como eles entendem.

Pode envolver ensinar a outros o que você já dominou (como assobiar, por exemplo), e estar ciente das limitações da outra pessoa, bem como da didática necessária para explicar algo que você faz automaticamente.

Lembro-me de uma vez em uma aula de Filosofia em inglês, em que eu estava questionando uma frase. Meu professor e colegas vieram com todos os argumentos filosóficos possíveis, até que alguém percebeu: “Você sabe que em inglês a palavra “for” (por, para) também pode ser usada como” porque “, certo?

Ou seja, ninguém na classe poderia imaginar que esta era a minha dúvida, porque o uso dessa linguagem para eles estava no domínio da competência inconsciente.

Esta fase também pode ser aplicada a um nível de conhecimento onde você não pode sequer imaginar que é capaz de fazer algo melhor do que você faz. Businessballs publicou um artigo muito bom sobre isso, fornecendo as opiniões de muitos especialistas sobre o que eles entendem que é o 5 º nível.

A ignorância incapacitante de Peter Druck

Na etapa nr. 30 dos 67 Steps, Tai Lopez fala sobre os pensamentos de Peter Druck sobre “identificar as áreas onde a arrogância intelectual causa ignorância incapacitante”.

Voltando ao tema deste artigo: quando você sabe que é tempo para abandonar suas crenças, seus conceitos, coisas que você domina, e abrir-se a novos conhecimentos e experiências?

Claro que não há uma resposta certa para esta pergunta que se encaixa a todos, mas eu diria que a conscientização é a principal ferramenta aqui. E todos nós temos o instinto para saber quando algo não está certo.

Eu acho que isso exige uma certa dose de humildade também – o momento em que você diz: “Ok, meu jeito não é mais o melhor”, ou dizer: “preciso de um mentor”.

Lopez falou em outra lição sobre a importância de mudar antes que seja tarde demais.

Uma das 25 Tendências Cognitivas introduzidas por Charles Munger é a consistência, que se refere à nossa relutância em mudar. Este comportamento serviu aos nossos antepassados para, entre outras coisas, evitar a inconsistência e poupar energia, mas não nos serve mais hoje.

Agora que o ano está chegando ao fim, este poderia ser um bom exercício. O que você precisa rever? O que você percebe que não conhece bem ou não domina? Que crenças não estão servindo seus melhores interesses mais?

Na verdade, quando foi a última vez que você verificou suas crenças?

Se quiser verificar como um Coach pode ser útil em relação a isto, entre em contato neste link.

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Dulcineia Alcock é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

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