junho 29 2017 0comment

O fantasma do “propósito” está te atormentando?

Por Dulcineia Alcock

Só esta semana eu tive três conversas com pessoas diferentes sobre a sua luta na busca por um trabalho com propósito. Essa é uma questão que vem assombrando muita gente já há algum tempo.

Por um lado, isto mostra a evolução da consciência. Mostra que as pessoas não estão mais se contentando em trabalhar como autômatos: entrar no escritório, bater cartão, ganhar o salário. Elas querem fazer diferença, querem ter claro qual é o seu papel na evolução do mundo, e querem fazer isso com liberdade.

Por outro lado, isto está trazendo mais frustração. Simplesmente mudamos o foco da angústia: passamos de trabalho sem propósito para encontrar um propósito.

As pessoas estão procurando por respostas e por gurus, lendo, fazendo cursos, gastando dinheiro e saindo sem resposta.

Eu também me debati durante muitos anos com isso: o trabalho que “deveria” dar propósito à minha vida não estava cumprindo o seu papel. Eu me frustrava também por não conseguir ajudar outras pessoas na busca pelo seu próprio propósito.

Até que apareceu o livro do Eckhart Tolle, O Poder do Agora, e uma frase acendeu uma luz. Em uma conversa com outra pessoa sobre o assunto, ele diz:
“seu proposito é se sentar aqui e conversar comigo, porque é isso que você está fazendo agora”. E eu me senti livre.

O segredo do sucesso desta frase está em sua simplicidade, em quão direta ela é – nada de: “a resposta está dentro de você, Lucky” – mas principalmente na realização de que o propósito está no presente, não no futuro.

Nós ficamos “buscando” um trabalho com propósito, ao invés de olharmos o que temos hoje – nossos dons, nossas possibilidades e nossa realidade presente, muitas vezes abençoada, mas tão ignorada por nós porque estamos com os olhos no futuro.

Nós buscamos um trabalho com propósito ao invés de colocarmos propósito em seja lá o que estamos fazendo: contabilidade, cuidar das crianças, almoxarifado, dirigir uma empresa, estudar, bloggar, não importa.

A outra coisa é o quão obcecados ficamos em achar que o propósito está obrigatoriamente ligado ao trabalho. É aquela coisa de apostar todas as fichas no mesmo cavalo, e aí quando ele fica uma cabeça pra trás, está lá você perdido de novo.

Você pode achar um hobby com propósito. Um trabalho voluntário com propósito. Um estudo com propósito. Ser um artista, um palhaço com propósito. Ter uma conversa com um amigo com presença e propósito. Escrever sobre o que pensa com propósito. Limpar a casa com propósito: o de prover um lugar aconchegante pra você e pra sua família.

Quer uma coisa mais próxima do seu espírito, da sua essência, do que fazer uma pequena ação que te faça sentir que fez a diferença, que te faça sentir pleno? Por que isso não é considerado propósito? Por que o seu propósito tem que durar 8 horas diárias? Por que o seu propósito tem que pagar suas contas? Por que tem que ser uma coisa só?

Aliás, o que significa propósito pra você? Esqueça a definição do dicionário, ou o que você leu no site do Prem Baba. O que daria sentido à sua vida? O que você gostaria de fazer que põe um sorriso imenso no seu rosto quando você pensa a respeito, antes do medo tomar conta ou de você pensar “o que vão pensar de mim”? Como você se sentiria quando fizesse?

A escritora Brené Brown diz que ela quer ser: “inspiradora, contemplativa e criativa”, e que usa isso como critério pra escolher as coisas que ela quer fazer.
Faça a sua lista.

Vai aí uma fase do teólogo Howard Thurman, pra te inspirar: “Não pergunte do que o mundo precisa. Pergunte o que te faz sentir vivo, e vá fazer. Porque o que o mundo precisa é de gente que se sinta vivo”.

Chega de zumbis.


Dulcineia Alcock é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

info@highpeakcoaching.com

maio 31 2017 0comment

Quanto o medo de falhar está te impedindo de mudar de caminho?

Por Dulcineia Alcock

“Cacorrafiofobia”. Já ouviu esta palavra antes? Pois é, é o medo extremo de falhar.

O medo de falhar acomete a muitos de nós. O medo em si não é o problema – o problema é quando ele começa a nos imobilizar, nos impedindo de tentar coisas novas, de arriscar, de mudar de caminho, de manifestar ideias.

Ano passado comecei a assistir a uns vídeos de um empresário americano chamado Tai Lopez. Meu marido assistiu a um dos vídeos e disse: “não vejo nada que ele esteja dizendo que você já não saiba”. Na verdade o que eu realmente aprendi com o Tai Lopez não estava diretamente inserido no conteúdo.

A primeira coisa foi a maneira com que ele lidava com os erros: se caía algo no chão, ele não parava o vídeo, ou editava. Ele deixava aquilo ali, tranquilamente. Se a garganta coçava, ele bebia um copo de água na frente da câmera e continuava discorrendo sobre o assunto.

A verdade é que erros fazem parte da vida, mas nós não somos treinados a aceitá-los. Nós temos a tendência a buscar a perfeição, e isso causa muito frustração, porque a falha está intrinsicamente ligada à nossa natureza humana.

O artista Dênis Elias, idealizador do programa Ser Criativo, discorre como a criatividade passa pela aceitação do erro, aceitação do que não é perfeito, e às vezes do que não é considerado belo. Ele ousa dizer que a perfeição só existe no mundo das ideias, e que a partir do momento em que você faz um movimento para materializar uma ideia, está abrindo mão da perfeição. Lembrando que buscar excelência é diferente de buscar a perfeição, o que nos leva à outro tópico.

A outra lição que aprendi assistindo àqueles vídeos foi o começar simples, usando as ferramentas que você tem disponíveis. Tai Lopez grava os vídeos sentados em frente à sua prateleira cheia de livros. A luz não é perfeita, o ambiente não é perfeito. Se ele está viajando, grava os vídeos com o seu iphone, bem no estilo “o que vale é a mensagem”.

Até que ponto a sua busca por excelência está impedindo você de começar um projeto?

Por que não começar pequeno e ir aprimorando com o tempo, à medida que você vai adquirindo habilidades, público, recursos? Que tal começar como um hobby, simplesmente para dar o primeiro passo e sair do ponto zero?

Em Coaching orientamos as pessoas a dividirem um grande projeto em passos pequenos, de maneira que aquele monstro gigante fique menor e você consiga lidar melhor com ele. Serve pra tudo – mudar de área, por exemplo: você pode começar a trabalhar em outro departamento meio período uma vez por semana e ver como se sente.

A terceira e última lição vem justamente do que o meu marido criticou: talvez realmente não tivesse nada de excepcional naqueles vídeos, embora eu deva dizer que sempre anotei o nome de um livro ou conceito novo –  a palavra “cacorrafiofobia”, por exemplo, eu aprendi lá. Mas o ponto é que ele não estava interessado em ser único, ou em dizer coisas inéditas. Ele estava focado em trabalhar no que ama (fez do seu amor pela leitura o seu trabalho) e em compartilhar o seu aprendizado.

Este é outro ponto sobre o qual Dênis Elias discorre: tudo que vem de você vai ser de alguma forma inédito, porque vai ser processado por você, e você teve experiências únicas. O seu produto vai ser sempre original. A ideia de “já tem muita gente fazendo isto” não deveria nos impedir de fazer nada.

E então, o que você pode começar a fazer HOJE em direção ao que você quer? Lembre-se,  um passo pequeno é o que basta para começar o movimento e já vai mudar seu estado interno de “frustração” para “olhe o que eu consegui!”, e este estado de espírito vai te impulsionar a dar o segundo passo. E de repente você verá que de passo em passo chegou lá!

 

maio 31 2017 0comment

E-book sobre gerenciamento de dados corporativos

Quase todas as empresas estão passando por alguma forma de transformação digital. O papel da TI como facilitador de negócios nunca foi tão crítico, seja para mobilizar a força de trabalho, criar experiências on-line para os clientes, habilitar cadeias de suprimentos eletrônicas ou fornecer acesso em tempo real a registros médicos ou demonstrações financeiras.

Por este motivo, a Computer Word elaborou um e-book que traz o tema à tona.

O material, disponibilizado gratuitamente para download, aborda os seguintes temas:

  • O papel dos dados para a transformação digital
  • Os principais desafios enfrentados pelas organizações diante de seu grande  volume de dados corporativos
  • O cenário atual sobre como as empresas enxergam seus dados (Insights  extraídos do estudo Databerg da Veritas)
  • Como tornar os dados corporativos em ativos estratégicos para o seu  negócio

Para saber mais, basta clicar aqui. 

Fonte: ComputerWorld

maio 24 2017 0comment

Quer acabar com os conflitos ou prefere continuar “lidando” com eles?

Por Dulcineia Alcock

Empatia nas empresas e em Coaching

Você sabe o que é empatia? A empatia ou inteligência interpessoal, é a faculdade que uma pessoa tem de se identificar mental e afetivamente com o estado de ânimo de uma outra pessoa. Simplificando, é se colocar no lugar do outro.

O economista Otto Scharmer, fundador do instituto “Presencing”, trabalha com empresas para implementar mudanças e aumentar a produtividade, com base na “Teoria U”.

Fonte: Presencing Institute

O nome do Instituto – Presencing – é uma mistura das palavras “presence” (presença) e “sensing” (sentindo), e se refere à “habilidade de sentir e trazer para o presente o melhor futuro potencial de alguém”.

Seu modelo não só é aplicado à empresas, como ensinado nas escolas de negócios e cursos de comunicação não-violenta, o que significa que podemos aplicar o mesmo método no trabalho e em nossas vidas pessoais.

 

Explicando a Teoria

A Teoria U é composta de 7 etapas: suspender, redirecionar, deixar ir, estar presente, deixar vir, decretar a lei e incorporar.

Do lado esquerdo desse processo em formato de U, está o reconhecimento do seu modo de pensar baseados em sua (do líder ou quem quer que esteja envolvido no processo) experiência ou costumeiro modo de ver as coisas, e durante a descida dar ênfase no ouvir, admitindo a possibilidade de haver outras informações.

Esse ouvir, porém, deve se tornar um ouvir focado no outro, sem julgamento, ou não provocará as mudanças necessárias. Dentro dos quatro níveis de escuta propostos pelo modelo , o terceiro é o ouvir empático, o que significa ver a situação sob o olhar de quem está falando.

A base do U é o espaço de reflexão que vai guiar o líder (ou time) à uma conexão com o potencial (futuro), que é a subida. Aliás, esse é o nível onde os Coaches e transformadores trabalham.

No lado esquerdo do U está a inovação: é onde todos, após passar por esse processo de autoconhecimento, empatia e transformação vão colaborar, trazendo as ideias necessárias a mudança.

 

Relações interpessoais

A empatia é fundamental na comunicação efetiva e não violenta. Uma coisa que fazemos em Coaching e que pode ser usada em situações em que há carga emocional, é parafrasear. Ou seja, você diz: “eu entendo a sua dor”, repetindo o que a pessoa acabou de lhe dizer. Eu entendo que deve ser difícil pra você trabalhar tanto e não ter tempo para si mesmo. Eu entendo que é estressante pra você ter que atender tantas pessoas ao mesmo tempo.

Tenha o cuidado de não demonstrar julgamentos. Mudar uma palavra que a pessoa disse pode dar a entender que você não captou a dor dela e, ao contrário, a está julgando.

 

Autoempatia

Há muito a se falar sobre empatia e autoempatia, e há especialistas no assunto. Alguns links estarão no final do artigo.

Apenas um exercício simples e muito efetivo ensinado pela Carol Nalon para fechar o artigo, que você pode usar quando estiver sentindo alguma emoção como raiva, por exemplo. Pergunte-se: “Qual é a minha necessidade que não está sendo atendida?”

Lembre-se: autoconhecimento (e isso se aplica também à empresas) é a primeira chave para mudança.

 

Serviço:

Livro: A Teoria U – Otto Scharmer

Seminário sobre Comunicação Não Violenta – Carolina Nalon

Presencing Institute

 


Dulcineia Alcock é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

info@highpeakcoaching.com