abril 17 2018 0comment

Desistir também faz parte do processo

Por Dulcineia Sañtos

O site Business Insider publicou esse maravilhoso artigo (em inglês, aqui) sobre Ellen Chisa, a VP do app de viagens Lola. No artigo ela descreve como foi importante para o seu sucesso optar por se demitir de bons empregos, ou de desistir de Harvard, depois de um ano de curso.

Muitas vezes encontro pessoas que estão absolutamente infelizes, mas que se agarram no fato de que o emprego é seguro ou que determinada situação (faculdade, casamento) traz status, ou, simplesmente, porque tem medo do que não conhecem.

Querer segurança é normal e compreensível, mas chega uma hora em que, para alguns, não há outro caminho senão escolher entre o que conhecem e um mundo cheio de possibilidades.

Alguns pontos que achei interessantes no artigo e que podem ajudar na sua reflexão:

  1. a) “Ela não sabia o que queria levar da experiência em Harvard, com isso não sabia como priorizar suas aulas. Estava faltando contexto.” (tradução livre).

Primeiro: você sabe onde quer chegar e o que quer obter da sua experiência atual? Sabe por que está fazendo o que está fazendo? Você entrou na faculdade de Direito porque já trabalhava num escritório de advocacia ou foi consciente, de forma ativa, feita a partir do desejo  do seu coração?

Segundo: Quando você percebe que sua performance não está ao seu contento (como não saber como priorizar as aulas), isto pode sinalizar que está faltando algo. Seu emprego pode ser o melhor do mundo, mas precisa fazer sentido para você.

Faça uma lista do que é importante pra você nesse momento e tente ver como o seu emprego (curso, relação afetiva) se encaixa nisso, e não o contrário.

  1. b) ¨Ela sempre poderia voltar a Não haveria outra oportunidade de aproveitar este estágio do Lola novamente.”

¨Só não existe jeito pra morte¨. Uma maneira de te ajudar a tomar uma decisão é pensar em qual seria o pior cenário, e então, considerar alternativas caso isso aconteça.

É muito raro que a realidade seja tão medonha quanto tendemos a achar que é, mas se o pior acontecer, o que você poderia fazer? Estar preparado para isto pode ajudá-lo a superar o medo de se arriscar.

Por exemplo, se você trocar de emprego e não passar no período de experiência, qual a sua alternativa? Usar suas reservas? Contar com o suporte do seu parceiro por uns meses? Ou ainda, qual a garantia que você tem que não será demitido do seu emprego atual nos próximos 3 meses?

  1. c) Verifica-se que é possível saber demais. Quando você se vê muito acostumado em um papel, começa a desenvolver pontos cegos. Você pode saber intuitivamente que algo está errado, mas você não será capaz de ver soluções verdadeiramente originais.” (tradução livre).

 A sua mente está na zona de conforto e nada mais o desafia. Isso pode ser altamente desestimulante. E uma das razões para considerar que talvez seja hora de começar de novo.

O que eu vejo em algumas pessoas é o medo de dar um passo atrás. Eu sempre me lembro da minha Coach dizendo: ¨para o corredor dar o impulso, ele precisa dar uns passos para trás¨.

Tente fazer este exercício: feche os olhos e se imagine sobrevoando sua vida atual dentro de um helicóptero. Observe as sensações, os sentimentos, as pessoas à sua volta, o mundo à sua volta. Você está sorrindo? Agora faça o mesmo, mas sobre a vida que você gostaria de ter. Como seria viver tendo suas capacidades realmente aproveitadas? Como seria trabalhar num lugar em que as pessoas acreditassem no seu potencial?  Como seria fazer o que você ama?

  1. d) Cheque se sair é realmente a opção

Algumas perguntas que ela sugere:

  • Estou aprendendo coisas novas? A culpa é minha ou da minha empresa?
  • Eu discordo da forma que meus colegas de trabalho fazem as coisas? Se sim, eu tenho tentado verdadeiramente mudar suas mentes?
  • Eu acredito na liderança aqui?
  • Eu me sinto bloqueado, e em caso afirmativo, por que existem essas barreiras?
  • Eu dei tempo suficiente para me ajustar? Aprender? Para encontrar os defensores / mentores / professores / aliados adequados?
  • Será que é só o fim da lua de mel e o começo do trabalho real?

 

  1. e) ¨Se suspeitar que você quer parar em algum momento (mesmo que num futuro distante), estabeleça um prazo para si, para dar um passo atrás e refletir

Esta é uma ótima alternativa e pode tirar um peso das suas costas enquanto você tem tempo para fazer o que for necessário (juntar dinheiro? mais experiência?). Mas leve o prazo a sério.  E procure se dar pequenas recompensas pelo caminho: viagens de final de semana, um bom jantar uma vez por semana, qualquer coisa que ajude seu cérebro a entender que o esforço vale a pena. E tente conseguir o máximo durante esta experiência.

 

  1. f) Quando você se dá permissão para dizer não para tudo aquilo que não te atrai de verdade num nível instintivo por um período de avaliação experimental, você começa a reconhecer padrões.

 

Dizer “não” revela confiança em si mesmo, em seus valores, o valor que você dá ao seu tempo. Como dissemos neste artigo, uma das coisas que vai te ajudar a saber para o que dizer não, é estar consciente do seu propósito.

 

  1. g) “Quando você tiver 70 anos, como vai se sentir por não ser realizado, seja lá o que for?

 Sem arrependimentos. Cada passo do seu caminho tem um valor – pode ser apenas aprender uma lição. Eu me lembro de assistir a uma palestra sobre empreendedorismo uma vez, e o palestrante disse: ¨Eu não fali 5 vezes. Cada vez eu aprendi o que não fazer para que hoje o meu negócio seja um sucesso¨.

Bônus:

  1. h) Leia sobre a vida de pessoas que você admira e inspire-se! Aprenda as lições e use para chegar lá. Sucesso!
março 27 2018 0comment

Tome as rédeas do seu tempo!

Por Dulcineia Sañtos

¨As pessoas que focam, conseguem as coisas. Pessoas que priorizam, conseguem as coisas certas. ¨ – John Maeda

Tempo é o ativo mais importante que temos. E não estou falando apenas do tempo que usamos para trabalhar ou para cuidar dos filhos e das tarefas de casa. Pare pra pensar em quanto vale a sua hora de trabalho, depois atribua um valor para a sua hora livre. Provavelmente ela vale muito mais pra você do que qualquer outra coisa. Por isso, saber usar o seu tempo de forma inteligente, não só é mais produtivo, como também pode te trazer maior qualidade de vida.

Quando falamos sobre autogestão, a primeira ferramenta é o autoconhecimento.

Você sabe como e com o que está usando o seu tempo?

Uma maneira de descobrir isto é fazendo um registro de suas atividades diárias em um caderno. Pode ser algo simples, como esta planilha:

Dia típico Dia ideal Humor
8:00   Com sono
9:00   Alerta

 

Na coluna ¨Dia Típico¨, anote todas as suas atividades: cada projeto no qual está trabalhando, emails, estudo, tempo no whatsapp (sim, você vai se surpreender com quanto tempo isto está te tomando), Facebook, banho etc. Na coluna ¨Humor¨, anote como você se sentiu enquanto fazia aquela atividade (cheio de energia? cansado?). Faça isso por pelo menos 10 dias. Explicarei sobre a coluna “Dia ideal” mais abaixo.

Use isso apenas como uma ferramenta de autoconhecimento. Não se julgue, nem se culpe.

Depois disto, é hora de pensar em priorizar.  De acordo com David Rock em seu livro ¨Your Brain at Work¨ (“Seu cérebro trabalhando”, tradução livre), priorizar é uma das atividades que mais consume energia do cérebro. Por esta razão, deveria ser a nossa primeira atividade pela manhã. ¨Prioritize prioritizing¨ (algo como, “priorize priorizar “), ele diz.

Para priorizar, você precisa saber qual é o nível de dificuldade de uma atividade.

As que não requerem muito esforço, como deletar um e-mail ou fazer a cama, são nível 1. Atividades que requerem um pouco mais de concentração, como ligar para um cliente ou ajudar na lição do seu filho, são nível 2. E as que requerem muito mais esforço e concentração, como trabalhar num projeto novo ou mesmo priorizar, são nível 3.

Você pode então criar uma outra planilha para eleger suas prioridades, que ficaria assim:

 

Nível 1 Nível 2 Nível 3
Deletar emails Agendar reunião Preparar reunião
Fazer a cama Ligar para a Diretora

da escola

Fazer lista de prioridades

E agora você vai entender por que anotou na primeira planilha o seu ¨Humor¨: para rastrear os seus níveis de energia durante o dia. Quando você está se sentindo sonolento, por exemplo, as atividades de Nível 3 são quase impossíveis realizar. Você pode usar esse tempo para as atividades de Nível 1. Então, use os horários em que você se sente mais energizado, para realizar as atividades mais complexas (com exceção de priorizar, que idealmente será a primeira atividade do dia).

Para algumas pessoas funciona intercalar atividades de nível 3 com outras de nível 1. Eu, por exemplo, que trabalho em casa, entre uma atividade e outra aproveito para recuperar minhas energias com outra coisa, como preparar o jantar ou um banho.

Isto vai muito além de gerenciar o seu tempo: de acordo com o professor Steve Kay, da University of Southern California, desrespeitar o ritmo circadiano pode levar a problemas como diabetes, depressão, demência etc.

David Rock escreveu um artigo para a revista Psychology Today dizendo: ¨Se você é pago para pensar criticamente, tente fazer a maior parte de seu trabalho no final da manhã, depois de um banho quente. (…) Se você é pago para pensar criativamente, a maioria dos adultos tem seu melhor desempenho quando inicia uma espécie de insônia(…) por volta das 14:00, quando a sonolência chega ao pico. Isso pode aumentar a criatividade (tradução livre).

Lembra da coluna “dia ideal”? Agora, ela será preenchida com as prioridades que você elencou, para que possa planejar o seu dia. Há ainda outras coisas que você pode fazer para otimizar seu tempo:

– evite interrupções, anotando seus pensamentos em um caderno e ocupando-se com eles entre um afazer e outro.

– programe horas ininterruptas de trabalho –  1, 4 horas, avalie a sua disponibilidade. Há vários apps disponíveis no mercado que bloqueiam redes sociais ou impedem seu notebook de receber mensagens durante um período.

O Coaching vai ajudá-lo não só a programar o seu tempo e usá-lo como VOCÊ quer, mas também, a descobrir o que há por trás das vezes em que você não consegue manter o plano.

E lembre-se: seu tempo livre também precisa ser planejado! Coloque-o na agenda e aproveite a vida!


Dulcineia Sañtos é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

www.dulcineiasantos.com

março 14 2018 0comment

Curso Tableau: Quando incluí-lo no seu currículo?

Vivemos em uma era onde a manipulação e análise de dados se tornou essencial.

Para os profissionais que trabalham ou desejam trabalhar com dados, o curso Tableau da Infomev é ideal para ajudar os usuários a compreenderem e a usar as técnicas e conceitos relevantes no Tableau, além de permitir a criação de visualizações complexas integradas à painéis interativos.

Dividido em 2 modalidades, Tableau Módulo I – Básico e Tableau Módulo II – Avançado, a Infomev oferece este treinamento com duração de 16 horas cada módulo, para os profissionais que desejam aprofundar seu conhecimento na ferramenta analítica e deixar o seu currículo ainda mais atrativo.

 

Tableau Mód.I (Básico) – 16 horas de duração

Pré Requisito: Não Possui

Detalhes: http://www.infomev.com.br/tableau-mod-i-basico/

 

Tableau Mód.II (Avançado) – 16 horas de duração

Pré Requisito: Não possui

Detalhes: http://www.infomev.com.br/tableau-mod-ii-avancado/

 

Para saber mais, fale com a Infomev: contato@infomev.com.br

Para conhecer o software Tableau:

https://youtu.be/Z5aujRuWtJo

março 07 2018 0comment

Inteligência analítica em tempos de Big Data

As empresas estão cada vez mais preocupadas em conhecer seu público-alvo e em adotar a melhor forma de interagir com ele. Com a velocidade da informação, a cada novo dia, infinitos dados podem interferir, positivamente ou não, nas decisões corporativas. Diante deste cenário competitivo e dinâmico, as mudanças são inevitáveis e quem consegue analisar de forma inteligente os seus dados,  está mais propenso a encontrar diferenciais e aumentar suas chances de sobrevivência no mercado.

Ter uma equipe preparada e capacitada a utilizar as informações de maneira estratégica no ambiente de trabalho é de extrema importância, afinal de que adianta possuir dados preciosos se não houver quem possa interpretá-los e transformá-los em ações?

Por este motivo, profissionais estão em busca de cursos que possam capacitar ou aumentar sua performance em inteligência analítica. Treinamentos in company, consultorias, conteúdos online e eventos, são alguns dos caminhos escolhidos para quem deseja maior autonomia  e conhecimento na carreira.

Empresas especializadas em Big Data, como é o caso da Infomev Consulting, que oferece treinamentos abertos, fechados e customizados de acordo com as necessidades diárias dos profissionais, apostam em capacitação em diversas ferramentas analíticas, permitindo que o aluno expanda ainda mais seu conhecimento.

“Nos especializamos em várias ferramentas de Big Data, como: Tableau, SAS, CRM, IBM Cognos, que hoje em dia são mais ágeis e de fácil entendimento nas corporações. Buscamos, diariamente, modernizar nossos cursos com o que tem de mais atual no mercado, além de participarmos de eventos nacionais e internacionais, nos permitindo estar sempre antenados nas tendências do mundo analítico”, diz Márcio Bernardo Faustino, diretor da Infomev.

 

Mais do que aprender a usar a ferramenta…

Quando uma empresa aposta em um curso de capacitação, ela não está apenas deixando o profissional apto para interpretar os dados, mas sim obtendo vários benefícios, como por exemplo:

– Compreender melhor o perfil dos seus clientes para melhor atendê-los;

– Desenvolver modelos preditivos que alavancam negócios e oportunidades:

    • Modelo de Crédito (credit score) para verificar a probabilidade de um cliente pagar ou não (default);
    • Modelo de Migração, identificar quando um cliente está com comportamento de mudança para o concorrente (retenção de cliente);
  • Em campanhas, oferecer os produtos para os clientes certos (estão procurando). Medir o retorno das campanhas;
  • Criar painéis de indicadores para que os gestores possam acompanhar os resultados e tomar decisões que melhorem os resultados;
  • A partir de uma base de dados descobrir novas oportunidade de negócios (mineração de dados).

“Para o investimento em aprendizado ser melhor aproveitado, antes de qualquer consultoria e treinamento, o ideal é estudar o caso do cliente, com os diversos setores da empresa, e transmitir as informações de acordo com o cotidiano do receptor, com técnicas simples. Essas ações vão facilitar o entendimento, já que situações familiares são melhores absorvidas em quase todo o processo e gera resultados satisfatórios para todas as partes e poucas alterações nas tarefas do dia a dia”, afirma Márcio Bernardo Faustino.

Um outro fator importante a ser levado em consideração é, analisar o histórico da empresa escolhida para oferecer a capacitação dos colaboradores. No mercado existem muitas ofertas, mas poucas entregam a qualidade prometida.

“Nossos mais de 15 clientes são a prova de que as melhorias estão gerando resultados satisfatórios, e as indicações e contratação de novos cursos, apenas fortalece a nossa credibilidade”, diz o diretor da Infomev.

No mercado analítico o mais difícil é acompanhar o surgimento de novas tecnologias que podem substituir ou complementar as tecnologias existentes, por isso, é importante estar atento e informado às novidades deste universo e não esquecer de que já vivemos na fase do Big Data.