maio 11 2018 0comment

SAS IML – Da escrita de programas a manipulação de matrizes

Destinado aos profissionais que trabalham manipulando dados e usam operadores matriciais ou álgebra matricial, o curso SAS IML oferecido pela Infomev, entrega conceitos básicos da linguagem matricial SAS/IML e capacita o aluno a escrever programas e implementar algoritmos para uso estatísticos, econométricos e para métodos de pesquisa operacional.

Com 16 horas de duração, o curso é destinado para estatísticos, engenheiros, econometristas e programadores que desejam aprofundar seus conhecimentos na ferramenta. Qualquer profissional que tenha compreensão de álgebra matricial e pelo menos 3 meses de experiência em programação SAS, pode participar do curso.

Entre os conteúdos abordados estão:

•   Visão geral do SAS/IML e interface com outras aplicativos

•  Conceitos básicos de Linguagem Matricial

•  Trabalhando com definição de matrizes (atribuição explicita, funções,  expressões matriciais, submatrizes, visualização e missing)

•   Processamento condicional

•   Laços (DO, WHILE e UNTIL)

•   Definir módulos e execução

•   Trabalhando com Tabelas SAS

•   Trabalhando com Arquivos Externos

•    Armazenando os módulos IML em bibliotecas permanentes

Após a conclusão, a Infomeve confere certificado do curso aos alunos.

Para saber mais detalhes, acesse a página da empresa que traz mais detalhes sobre o curso: http://www.infomev.com.br/servicos/infotraining/treinamento-sas/sas-iml/

 

 

profissional a escrever programas que manipulam matrizes e permite a implementação de algoritmos

maio 04 2018 0comment

Do conhecimento a sabedoria – A interação humana aos dados

Por Alessandro Lemes da Silva

Nos atuais dias, tenho acompanhado iniciativas computacionais que visam enriquecer o ambiente corporativo com uma infinidade de informações, tratadas à medida e disponíveis a todo o segmento do conhecimento interno nas corporações.

Grandes repositórios de dados têm sido criados, nomes e termos semânticos específicos para qualificá-los, ambientes complexos e com tecnologia complexa têm surgido como meios de atender a demanda e a velocidade do negócio.

Projetos de longa duração e com custos significativos são instituídos para capturar, enriquecer e distribuir informação que por sua vez é armazenada em volumes de dados antes ainda não vistos.

Diversos vendors têm invadido o mercado com ferramentas diversas e propostas diversas, além de formas diversas para implementar e interagir com essas informações com o objectivo de ser visualmente impactante, usualmente simples e que ofereça velocidade na análise de volumes consideráveis destas informações.

As novas técnicas de administração dessas ferramentas, arquitetura de dados e governança têm obrigado as empresas a criar novos departamentos, totalmente voltados ao fortalecimento das competências centralizadas de gestão e distribuição destas informações, por meio de federação, data lakes, níveis de maturidade e diversas outras técnicas de organização.

Passamos décadas acumulando dados e outras tantas transformando-os em informação e agora chegamos na altura de extrairmos os resultados esperados que nos traga velocidade na tomada de decisão, time to marketing e outros nomes que encontramos no mercado.

 

Chegamos na onda do Big Data, da inteligência artificial e deixamos de lado os aspectos críticos relacionados com a recolha, processamento, enriquecimento e tratamento destes dados no âmbito da análise. É importante que quem pratica a ciência dos dados o faça compreendendo estes aspectos críticos e tenha a consciência da primazia humana sobre os tais dados no sentido de acrescentar-lhes elementos baseados na experiência do contexto onde as análises são feitas, particularidades criadas à partir das histórias que os dados contam e a sensibilidade em interpretar resultados frios gerados à partir do modelos estatísticos, tendo à mão o conhecimento estrito do negócio, seu segmento e o contexto em que este está inserido.

Relaciono a baixo pontos que podem melhor ilustrar esse pensamento:

  1. Cuidados dedicados aos dados

Cada fragmento de dados está ligado direta ou indiretamente aos seres humanos. Pode ser a data de nascimento de alguém, data de mudança do seu estado civil, endereço, rendimentos e detalhes da vida financeira, etc. As organizações têm a responsabilidade de cuidar destes dados mais do que nunca, por uma questão regulatória ou por razões comerciais, afinal informação é dinheiro e informações que lhe podem criar nova oportunidades de negócio são ativos de alto valor. Os que negligenciam a proteção aos dados podem hoje pagar alto preço e comprometer a sobrevivência da organização. Exemplo disto está na recente fuga de dados da Equifax, esta falha de segurança trouxe-nos lições importantes e reforçou o cuidado como atitude que visa o compliance e fortalece o compêndio de segurança das corporações como sinal de maturidade no uso das informações.

 

  1. Compreender o contexto dos dados

Nenhuma solução analítica ou de inteligência de negócios, BI clássico, dinâmicas preditivas, Inteligência artificial ou qualquer outra técnica conhecida irá disponibilizar resultados mágicos de que está à procura. É preciso compreender o contexto ao qual os dados estão a ser empregados. Negligenciar características populacionais ou geográficas pode comprometer uma campanha de marketing por falhar na abordagem correta.

Um modelo preditivo pode perder toda a sua eficácia se aquilo que em princípio parece ser um mero detalhe, no montante do universo dos dados se tornar uma característica comportamental ou superar os limites da estatística descritiva. Outro exemplo é o modo como os números de vendas de uma empresa precisam de ser analisados. Tipicamente as mudanças nos números das vendas devem ser analisadas a partir de contexto econômico, político e social, para se conseguir obter informações úteis.

 

  1. Os dados nos permitem contar histórias

Um dos recursos analíticos é a possibilidade de se montar um cenário que nos traz ao longo do tempo o contexto histórico através dos dados, especialmente dentro do âmbito do Big Data, a densidade de informações e sua abrangência, permite visualizar todo o contexto histórico acerca de um assunto de negócio. Existe uma enorme lacuna de recursos humanos, nomeadamente em termos de capacidades de interpretação das informações analíticas e na explicação das mesmas numa linguagem simples e de fácil compreensão. O storytelling de dados já não é um trabalho imaginário. É uma capacidade essencial que todas as pessoas que trabalham com dados deveriam ter!

 

Afinal, qual a importância da interacção humana com os dados?

Muitos projetos de Big Data falham, em parte, porque as organizações falham em adicionar um toque humano ao contexto dos Dados. Ao melhorar a qualidade das informações analíticas podemos reduzir a taxa de insucesso dos projetos de big data. Através do storytelling de dados podemos garantir que os conhecimentos analíticos têm um maior e mais profundo impacto sobre as pessoas e organizações. Além disso, ao tomar medidas de proteção dos dados as organizações eliminam o elevado risco causado pelas quebras de segurança dos dados.

Em suma, podemos afirmar que os dados trazem conhecimento as organizações, entretanto a interação humana aos dados resultam em sabedoria.

 


Alessandro Lemes da Silva é colunista do Blog da Infomev e discute sobre o universo do Business Intelligence (BI).

abril 17 2018 0comment

Desistir também faz parte do processo

Por Dulcineia Sañtos

O site Business Insider publicou esse maravilhoso artigo (em inglês, aqui) sobre Ellen Chisa, a VP do app de viagens Lola. No artigo ela descreve como foi importante para o seu sucesso optar por se demitir de bons empregos, ou de desistir de Harvard, depois de um ano de curso.

Muitas vezes encontro pessoas que estão absolutamente infelizes, mas que se agarram no fato de que o emprego é seguro ou que determinada situação (faculdade, casamento) traz status, ou, simplesmente, porque tem medo do que não conhecem.

Querer segurança é normal e compreensível, mas chega uma hora em que, para alguns, não há outro caminho senão escolher entre o que conhecem e um mundo cheio de possibilidades.

Alguns pontos que achei interessantes no artigo e que podem ajudar na sua reflexão:

  1. a) “Ela não sabia o que queria levar da experiência em Harvard, com isso não sabia como priorizar suas aulas. Estava faltando contexto.” (tradução livre).

Primeiro: você sabe onde quer chegar e o que quer obter da sua experiência atual? Sabe por que está fazendo o que está fazendo? Você entrou na faculdade de Direito porque já trabalhava num escritório de advocacia ou foi consciente, de forma ativa, feita a partir do desejo  do seu coração?

Segundo: Quando você percebe que sua performance não está ao seu contento (como não saber como priorizar as aulas), isto pode sinalizar que está faltando algo. Seu emprego pode ser o melhor do mundo, mas precisa fazer sentido para você.

Faça uma lista do que é importante pra você nesse momento e tente ver como o seu emprego (curso, relação afetiva) se encaixa nisso, e não o contrário.

  1. b) ¨Ela sempre poderia voltar a Não haveria outra oportunidade de aproveitar este estágio do Lola novamente.”

¨Só não existe jeito pra morte¨. Uma maneira de te ajudar a tomar uma decisão é pensar em qual seria o pior cenário, e então, considerar alternativas caso isso aconteça.

É muito raro que a realidade seja tão medonha quanto tendemos a achar que é, mas se o pior acontecer, o que você poderia fazer? Estar preparado para isto pode ajudá-lo a superar o medo de se arriscar.

Por exemplo, se você trocar de emprego e não passar no período de experiência, qual a sua alternativa? Usar suas reservas? Contar com o suporte do seu parceiro por uns meses? Ou ainda, qual a garantia que você tem que não será demitido do seu emprego atual nos próximos 3 meses?

  1. c) Verifica-se que é possível saber demais. Quando você se vê muito acostumado em um papel, começa a desenvolver pontos cegos. Você pode saber intuitivamente que algo está errado, mas você não será capaz de ver soluções verdadeiramente originais.” (tradução livre).

 A sua mente está na zona de conforto e nada mais o desafia. Isso pode ser altamente desestimulante. E uma das razões para considerar que talvez seja hora de começar de novo.

O que eu vejo em algumas pessoas é o medo de dar um passo atrás. Eu sempre me lembro da minha Coach dizendo: ¨para o corredor dar o impulso, ele precisa dar uns passos para trás¨.

Tente fazer este exercício: feche os olhos e se imagine sobrevoando sua vida atual dentro de um helicóptero. Observe as sensações, os sentimentos, as pessoas à sua volta, o mundo à sua volta. Você está sorrindo? Agora faça o mesmo, mas sobre a vida que você gostaria de ter. Como seria viver tendo suas capacidades realmente aproveitadas? Como seria trabalhar num lugar em que as pessoas acreditassem no seu potencial?  Como seria fazer o que você ama?

  1. d) Cheque se sair é realmente a opção

Algumas perguntas que ela sugere:

  • Estou aprendendo coisas novas? A culpa é minha ou da minha empresa?
  • Eu discordo da forma que meus colegas de trabalho fazem as coisas? Se sim, eu tenho tentado verdadeiramente mudar suas mentes?
  • Eu acredito na liderança aqui?
  • Eu me sinto bloqueado, e em caso afirmativo, por que existem essas barreiras?
  • Eu dei tempo suficiente para me ajustar? Aprender? Para encontrar os defensores / mentores / professores / aliados adequados?
  • Será que é só o fim da lua de mel e o começo do trabalho real?

 

  1. e) ¨Se suspeitar que você quer parar em algum momento (mesmo que num futuro distante), estabeleça um prazo para si, para dar um passo atrás e refletir

Esta é uma ótima alternativa e pode tirar um peso das suas costas enquanto você tem tempo para fazer o que for necessário (juntar dinheiro? mais experiência?). Mas leve o prazo a sério.  E procure se dar pequenas recompensas pelo caminho: viagens de final de semana, um bom jantar uma vez por semana, qualquer coisa que ajude seu cérebro a entender que o esforço vale a pena. E tente conseguir o máximo durante esta experiência.

 

  1. f) Quando você se dá permissão para dizer não para tudo aquilo que não te atrai de verdade num nível instintivo por um período de avaliação experimental, você começa a reconhecer padrões.

 

Dizer “não” revela confiança em si mesmo, em seus valores, o valor que você dá ao seu tempo. Como dissemos neste artigo, uma das coisas que vai te ajudar a saber para o que dizer não, é estar consciente do seu propósito.

 

  1. g) “Quando você tiver 70 anos, como vai se sentir por não ser realizado, seja lá o que for?

 Sem arrependimentos. Cada passo do seu caminho tem um valor – pode ser apenas aprender uma lição. Eu me lembro de assistir a uma palestra sobre empreendedorismo uma vez, e o palestrante disse: ¨Eu não fali 5 vezes. Cada vez eu aprendi o que não fazer para que hoje o meu negócio seja um sucesso¨.

Bônus:

  1. h) Leia sobre a vida de pessoas que você admira e inspire-se! Aprenda as lições e use para chegar lá. Sucesso!
março 27 2018 0comment

Tome as rédeas do seu tempo!

Por Dulcineia Sañtos

¨As pessoas que focam, conseguem as coisas. Pessoas que priorizam, conseguem as coisas certas. ¨ – John Maeda

Tempo é o ativo mais importante que temos. E não estou falando apenas do tempo que usamos para trabalhar ou para cuidar dos filhos e das tarefas de casa. Pare pra pensar em quanto vale a sua hora de trabalho, depois atribua um valor para a sua hora livre. Provavelmente ela vale muito mais pra você do que qualquer outra coisa. Por isso, saber usar o seu tempo de forma inteligente, não só é mais produtivo, como também pode te trazer maior qualidade de vida.

Quando falamos sobre autogestão, a primeira ferramenta é o autoconhecimento.

Você sabe como e com o que está usando o seu tempo?

Uma maneira de descobrir isto é fazendo um registro de suas atividades diárias em um caderno. Pode ser algo simples, como esta planilha:

Dia típico Dia ideal Humor
8:00   Com sono
9:00   Alerta

 

Na coluna ¨Dia Típico¨, anote todas as suas atividades: cada projeto no qual está trabalhando, emails, estudo, tempo no whatsapp (sim, você vai se surpreender com quanto tempo isto está te tomando), Facebook, banho etc. Na coluna ¨Humor¨, anote como você se sentiu enquanto fazia aquela atividade (cheio de energia? cansado?). Faça isso por pelo menos 10 dias. Explicarei sobre a coluna “Dia ideal” mais abaixo.

Use isso apenas como uma ferramenta de autoconhecimento. Não se julgue, nem se culpe.

Depois disto, é hora de pensar em priorizar.  De acordo com David Rock em seu livro ¨Your Brain at Work¨ (“Seu cérebro trabalhando”, tradução livre), priorizar é uma das atividades que mais consume energia do cérebro. Por esta razão, deveria ser a nossa primeira atividade pela manhã. ¨Prioritize prioritizing¨ (algo como, “priorize priorizar “), ele diz.

Para priorizar, você precisa saber qual é o nível de dificuldade de uma atividade.

As que não requerem muito esforço, como deletar um e-mail ou fazer a cama, são nível 1. Atividades que requerem um pouco mais de concentração, como ligar para um cliente ou ajudar na lição do seu filho, são nível 2. E as que requerem muito mais esforço e concentração, como trabalhar num projeto novo ou mesmo priorizar, são nível 3.

Você pode então criar uma outra planilha para eleger suas prioridades, que ficaria assim:

 

Nível 1 Nível 2 Nível 3
Deletar emails Agendar reunião Preparar reunião
Fazer a cama Ligar para a Diretora

da escola

Fazer lista de prioridades

E agora você vai entender por que anotou na primeira planilha o seu ¨Humor¨: para rastrear os seus níveis de energia durante o dia. Quando você está se sentindo sonolento, por exemplo, as atividades de Nível 3 são quase impossíveis realizar. Você pode usar esse tempo para as atividades de Nível 1. Então, use os horários em que você se sente mais energizado, para realizar as atividades mais complexas (com exceção de priorizar, que idealmente será a primeira atividade do dia).

Para algumas pessoas funciona intercalar atividades de nível 3 com outras de nível 1. Eu, por exemplo, que trabalho em casa, entre uma atividade e outra aproveito para recuperar minhas energias com outra coisa, como preparar o jantar ou um banho.

Isto vai muito além de gerenciar o seu tempo: de acordo com o professor Steve Kay, da University of Southern California, desrespeitar o ritmo circadiano pode levar a problemas como diabetes, depressão, demência etc.

David Rock escreveu um artigo para a revista Psychology Today dizendo: ¨Se você é pago para pensar criticamente, tente fazer a maior parte de seu trabalho no final da manhã, depois de um banho quente. (…) Se você é pago para pensar criativamente, a maioria dos adultos tem seu melhor desempenho quando inicia uma espécie de insônia(…) por volta das 14:00, quando a sonolência chega ao pico. Isso pode aumentar a criatividade (tradução livre).

Lembra da coluna “dia ideal”? Agora, ela será preenchida com as prioridades que você elencou, para que possa planejar o seu dia. Há ainda outras coisas que você pode fazer para otimizar seu tempo:

– evite interrupções, anotando seus pensamentos em um caderno e ocupando-se com eles entre um afazer e outro.

– programe horas ininterruptas de trabalho –  1, 4 horas, avalie a sua disponibilidade. Há vários apps disponíveis no mercado que bloqueiam redes sociais ou impedem seu notebook de receber mensagens durante um período.

O Coaching vai ajudá-lo não só a programar o seu tempo e usá-lo como VOCÊ quer, mas também, a descobrir o que há por trás das vezes em que você não consegue manter o plano.

E lembre-se: seu tempo livre também precisa ser planejado! Coloque-o na agenda e aproveite a vida!


Dulcineia Sañtos é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

www.dulcineiasantos.com