julho 27 2017 0comment

Onde você tem encontrado o seu MOTIVO para AÇÃO?

Por Dulcineia Alcock

Este final de semana tive uma conversa interessante com o meu marido sobre a palavra “motivação“. Ele está lendo um livro que defende que o que frustra as pessoas em seus trabalhos é a ausência de um “porquê“. A maioria das pessoas trabalha apenas em função do “o que” e do “como“.

Mencionei a origem da palavra motivação: motivo para ação. A própria palavra “motivo” já tem inserida a coisa do movimento, do motor. O que move alguém a agir, a fazer o que faz?

Ele me lembrou que a motivação não é necessariamente uma palavra positiva: você pode ser movido pela ameaça de um desemprego, pela pura necessidade  de pagar as contas, pelo medo. Num sentido positivo, você pode ser movido pela possibilidade de uma promoção, gostar do trabalho, por comprometimento.

Eu o lembrei que a motivação pode ser externa – quando um fator “fora” de você o estimula a ação: a pressão do chefe, a escola das crianças. Ou pode ser interna: atingir a excelência, amor por uma atividade, superação. E aí ele resolveu chamar a motivação interna de inspiração.

Com essa diferenciação em mente, eu te pergunto: o que te inspira?

Se você  refletir e descobrir que se levanta todas as manhãs unicamente por causa de uma motivação externa, ótimo, já é um começo. Mas é provável que você não se sinta completamente pleno.

Não que alcançar objetivos movidos externamente não traga uma certa realização: um pai que lê este artigo pode argumentar que se sente realizado por ter possibilitado uma faculdade aos seus filhos, por exemplo. Mas eu falo de uma plenitude interna e pessoal.

Há pessoas que conseguem trazer isto para o seu trabalho: trabalham com o que as inspira. Há aqueles que conseguem imprimir um significado para o trabalho que realizam, de forma que encontrem inspiração nele. Mas você pode também encontrar inspiração em outras coisas paralelas ao seu trabalho, e que vão aumentar essa sensação de plenitude – muitas pessoas encontram isso no trabalho voluntário, por exemplo.

Alguns inspiram-se ao inspirar outras pessoas: ser mentor de um colega com menos experiência,  ou “adotar” um jovem criado pela mãe, sendo uma figura paterna com quem ele pode contar.

Você pode ser inspirado por um valor, por exemplo: no meu caso, a liberdade. Ela serve de critério para as minhas escolhas.

Se você não sabe nem por onde começar, a escritora Brené Brown sugere um exercício: faça uma lista das coisas que são importantes pra você. Ela fez isto com a sua família e descobriu que nada que ela poderia adquirir, comprar, estava na lista.

Você vai descobrir que sua inspiração provavelmente não venha de coisas que estão sempre lá na frente – “quando eu emagrecer, quando eu me formar, quando eu pagar a casa”, e que quando chegam, trazem uma alegria momentânea porque daí você precisa “tonificar, fazer o mestrado, comprar uma casa maior”.  Você já tem tudo o que precisa para agir, e pode encontrar inspiração no que você já faz – só precisa se dar conta disto.


Dulcineia Alcock é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

info@highpeakcoaching.com

julho 18 2017 0comment

CARREIRA – MBA em BIG DATA

As tecnologias tradicionais não são mais suficientes para lidar com o aumento do volume de dados nas empresas. Por isso, surgem, diversos cursos de capacitação para lidarem com o grande volume de dados. Se você está pensando em se especializar nesta área, esta dica é para você!

A FIAP está com inscrição aberta para o curso de MBA em BIG DATA.

O curso que tem duração de 12 meses, é voltado para analistas, coordenadores e gestores que querem utilizar os dados disponíveis no mundo digital, tanto na área de negócios quanto na área técnica de TI. Um dos objetivos garantidos é capacitar o aluno a estruturar dados não estruturados, extrair inteligência, visualizar e disponibilizar todos os dados adequadamente para melhorar o processo de tomada de decisão.

O MBA inicia em outubro de 2017 e tem 360hs em sua carga horária.

Informações: https://www.fiap.com.br/mba/mba-em-big-data/

Fonte: FIAP

junho 29 2017 0comment

O fantasma do “propósito” está te atormentando?

Por Dulcineia Alcock

Só esta semana eu tive três conversas com pessoas diferentes sobre a sua luta na busca por um trabalho com propósito. Essa é uma questão que vem assombrando muita gente já há algum tempo.

Por um lado, isto mostra a evolução da consciência. Mostra que as pessoas não estão mais se contentando em trabalhar como autômatos: entrar no escritório, bater cartão, ganhar o salário. Elas querem fazer diferença, querem ter claro qual é o seu papel na evolução do mundo, e querem fazer isso com liberdade.

Por outro lado, isto está trazendo mais frustração. Simplesmente mudamos o foco da angústia: passamos de trabalho sem propósito para encontrar um propósito.

As pessoas estão procurando por respostas e por gurus, lendo, fazendo cursos, gastando dinheiro e saindo sem resposta.

Eu também me debati durante muitos anos com isso: o trabalho que “deveria” dar propósito à minha vida não estava cumprindo o seu papel. Eu me frustrava também por não conseguir ajudar outras pessoas na busca pelo seu próprio propósito.

Até que apareceu o livro do Eckhart Tolle, O Poder do Agora, e uma frase acendeu uma luz. Em uma conversa com outra pessoa sobre o assunto, ele diz:
“seu proposito é se sentar aqui e conversar comigo, porque é isso que você está fazendo agora”. E eu me senti livre.

O segredo do sucesso desta frase está em sua simplicidade, em quão direta ela é – nada de: “a resposta está dentro de você, Lucky” – mas principalmente na realização de que o propósito está no presente, não no futuro.

Nós ficamos “buscando” um trabalho com propósito, ao invés de olharmos o que temos hoje – nossos dons, nossas possibilidades e nossa realidade presente, muitas vezes abençoada, mas tão ignorada por nós porque estamos com os olhos no futuro.

Nós buscamos um trabalho com propósito ao invés de colocarmos propósito em seja lá o que estamos fazendo: contabilidade, cuidar das crianças, almoxarifado, dirigir uma empresa, estudar, bloggar, não importa.

A outra coisa é o quão obcecados ficamos em achar que o propósito está obrigatoriamente ligado ao trabalho. É aquela coisa de apostar todas as fichas no mesmo cavalo, e aí quando ele fica uma cabeça pra trás, está lá você perdido de novo.

Você pode achar um hobby com propósito. Um trabalho voluntário com propósito. Um estudo com propósito. Ser um artista, um palhaço com propósito. Ter uma conversa com um amigo com presença e propósito. Escrever sobre o que pensa com propósito. Limpar a casa com propósito: o de prover um lugar aconchegante pra você e pra sua família.

Quer uma coisa mais próxima do seu espírito, da sua essência, do que fazer uma pequena ação que te faça sentir que fez a diferença, que te faça sentir pleno? Por que isso não é considerado propósito? Por que o seu propósito tem que durar 8 horas diárias? Por que o seu propósito tem que pagar suas contas? Por que tem que ser uma coisa só?

Aliás, o que significa propósito pra você? Esqueça a definição do dicionário, ou o que você leu no site do Prem Baba. O que daria sentido à sua vida? O que você gostaria de fazer que põe um sorriso imenso no seu rosto quando você pensa a respeito, antes do medo tomar conta ou de você pensar “o que vão pensar de mim”? Como você se sentiria quando fizesse?

A escritora Brené Brown diz que ela quer ser: “inspiradora, contemplativa e criativa”, e que usa isso como critério pra escolher as coisas que ela quer fazer.
Faça a sua lista.

Vai aí uma fase do teólogo Howard Thurman, pra te inspirar: “Não pergunte do que o mundo precisa. Pergunte o que te faz sentir vivo, e vá fazer. Porque o que o mundo precisa é de gente que se sinta vivo”.

Chega de zumbis.


Dulcineia Alcock é Life Coach, certificada pelo NeuroLeadership Group em Londres.

info@highpeakcoaching.com

maio 31 2017 0comment

Quanto o medo de falhar está te impedindo de mudar de caminho?

Por Dulcineia Alcock

“Cacorrafiofobia”. Já ouviu esta palavra antes? Pois é, é o medo extremo de falhar.

O medo de falhar acomete a muitos de nós. O medo em si não é o problema – o problema é quando ele começa a nos imobilizar, nos impedindo de tentar coisas novas, de arriscar, de mudar de caminho, de manifestar ideias.

Ano passado comecei a assistir a uns vídeos de um empresário americano chamado Tai Lopez. Meu marido assistiu a um dos vídeos e disse: “não vejo nada que ele esteja dizendo que você já não saiba”. Na verdade o que eu realmente aprendi com o Tai Lopez não estava diretamente inserido no conteúdo.

A primeira coisa foi a maneira com que ele lidava com os erros: se caía algo no chão, ele não parava o vídeo, ou editava. Ele deixava aquilo ali, tranquilamente. Se a garganta coçava, ele bebia um copo de água na frente da câmera e continuava discorrendo sobre o assunto.

A verdade é que erros fazem parte da vida, mas nós não somos treinados a aceitá-los. Nós temos a tendência a buscar a perfeição, e isso causa muito frustração, porque a falha está intrinsicamente ligada à nossa natureza humana.

O artista Dênis Elias, idealizador do programa Ser Criativo, discorre como a criatividade passa pela aceitação do erro, aceitação do que não é perfeito, e às vezes do que não é considerado belo. Ele ousa dizer que a perfeição só existe no mundo das ideias, e que a partir do momento em que você faz um movimento para materializar uma ideia, está abrindo mão da perfeição. Lembrando que buscar excelência é diferente de buscar a perfeição, o que nos leva à outro tópico.

A outra lição que aprendi assistindo àqueles vídeos foi o começar simples, usando as ferramentas que você tem disponíveis. Tai Lopez grava os vídeos sentados em frente à sua prateleira cheia de livros. A luz não é perfeita, o ambiente não é perfeito. Se ele está viajando, grava os vídeos com o seu iphone, bem no estilo “o que vale é a mensagem”.

Até que ponto a sua busca por excelência está impedindo você de começar um projeto?

Por que não começar pequeno e ir aprimorando com o tempo, à medida que você vai adquirindo habilidades, público, recursos? Que tal começar como um hobby, simplesmente para dar o primeiro passo e sair do ponto zero?

Em Coaching orientamos as pessoas a dividirem um grande projeto em passos pequenos, de maneira que aquele monstro gigante fique menor e você consiga lidar melhor com ele. Serve pra tudo – mudar de área, por exemplo: você pode começar a trabalhar em outro departamento meio período uma vez por semana e ver como se sente.

A terceira e última lição vem justamente do que o meu marido criticou: talvez realmente não tivesse nada de excepcional naqueles vídeos, embora eu deva dizer que sempre anotei o nome de um livro ou conceito novo –  a palavra “cacorrafiofobia”, por exemplo, eu aprendi lá. Mas o ponto é que ele não estava interessado em ser único, ou em dizer coisas inéditas. Ele estava focado em trabalhar no que ama (fez do seu amor pela leitura o seu trabalho) e em compartilhar o seu aprendizado.

Este é outro ponto sobre o qual Dênis Elias discorre: tudo que vem de você vai ser de alguma forma inédito, porque vai ser processado por você, e você teve experiências únicas. O seu produto vai ser sempre original. A ideia de “já tem muita gente fazendo isto” não deveria nos impedir de fazer nada.

E então, o que você pode começar a fazer HOJE em direção ao que você quer? Lembre-se,  um passo pequeno é o que basta para começar o movimento e já vai mudar seu estado interno de “frustração” para “olhe o que eu consegui!”, e este estado de espírito vai te impulsionar a dar o segundo passo. E de repente você verá que de passo em passo chegou lá!