Arquitetura de Dados

Por Alessandro Lemes

Dados transitam o tempo todo dentro de uma organização e são base para processos produtivos e processos de tomada de decisão. Já imaginou um gerente financeiro, sem dados do planejamento orçamentário, ou das contas pagas ou a serem pagas? Falando unicamente de dados que possam ser armazenados digitalmente (arquivos, planilhas, bancos…) e dados em documentos físicos (papéis!) podemos citar o aumento drástico da volume de dados que estão sendo gerados diariamente.

Atualmente temos dados estruturados (planilhas, bancos…), não-estruturados (emails, apresentações, documentos, planilhas etc.), dados históricos, dados oriundos de mídias sociais etc.

E os usuários que consomem estes dados também aumentam – além dos usuários internos, temos como usuários parceiros, fornecedores, clientes, governo, entre outros.

Desta forma, com o aumento do volume de dados dentro de uma empresa e do aumento das demandas por dados, faz-se necessário tratar a questão da arquitetura de dados.

 

Por que arquitetura de dados?

O uso eficiente de seus dados gera melhores resultados para seu negócio. Uma arquitetura de dados eficiente reduz seus custos de armazenamento e distribuição, otimiza o uso da informação, facilita a administração e dá subsídio para a evolução de seus sistemas, permitindo assim que os objetivos de seu planejamento estratégico sejam atingidos.

A dica inicial é realizar a análise de sua arquitetura de dados, com projetos focados na adoção de novas tecnologias, na redução de custos de integração, armazenamento, e ampliando a disponibilidade e a velocidade de acesso a seus dados.

Uma arquitetura de dados trabalha basicamente com a concepção de recursos de dados.

 

Uma arquitetura de dados nos fornece métodos para projetar, construir e implementar um sistema totalmente integrado, recurso de dados orientado a negócios, que incluem objetos do mundo real e eventos, em ambientes operacionais apropriados. Uma arquitetura de dados também abrange componentes de fontes de dados.

 

A arquitetura de dados descreve a forma como os dados serão processados, armazenados e utilizados pela organização que vai usá-lo. Ela estabelece os critérios sobre as operações de processamento, incluindo todo o fluxo dos sistemas.

 

Projetar uma arquitetura de dados é um processo complexo, porque envolve modelos abstratos de dados relativos às atividades de negócios e entidades, bancos de dados e sistemas existentes, a infraestrutura de hardware, a administração desta estrutura pela TI, os responsáveis pela administração e suporte desta arquitetura, os responsáveis pela atualização dos dados, e os processos de integração para distribuição de dados.

 

Este Framework conceitual pode ser utilizado para:

 

Projetos de Master Data Management – dando subsídios da estrutura, eficiência e qualidade da arquitetura de dados, para que regras de governança sejam definidas
Melhoria nos processos de negócio da empresa – simplificação de processos, redução de infra-estrutura, aumento de performance
Adoção de novos sistemas – definição de campos de dados a serem utilizados, necessidade de integração, uso de dados existentes
Planejamento de evolução de sistemas – estabelecer características para implantação de novos sistemas
Projetos de Integração de Dados – identificar duplicação de dados, lacunas na distribuição, definição de estrutura de integração de dados
Projetos de DataWarehousing – alinhamento das informações necessárias a tomada de decisão e relatórios, e definição de fontes de dados, processos de ETL etc.
Projetos de BI – definição de uso ou não de um DW para a implantação de um BI, análise de performance de acesso direto e intermediação de um DW para o BI

 

 

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